Bares de Buenos Aires
O que leva tanta gente a passar o tempo nos cafés de Buenos Aires?
O café é uma instituição portenha por excelência. É o lugar para sonhar com os amigos, para dar soluções mágicas aos problemas do país. É aqui, melhor que em qualquer outro recanto, onde pensamos que as utopias são possíveis. É um lugar convocante e aconchegante... quantos casais não se conheceram em um café? Quantos não deram o primeiro beijo em um café?
Como contrapartida, algumas despedidas e separações também se produzem entre suas paredes. Os cafés são como a vida, luz e sombra, alegria e tristeza, mas sempre com a presença próxima de um amigo. Jorge Luís Borges disse: "Creio que uma das funções da cidade é dar o diálogo...", e os cafés são talvez os que melhor respondem a essa sentença . O café, poderíamos dizer, é ele o templo da amizade. Daí sua permanência e sua busca.”
O que faz aos cafés de Buenos Aires patrimônio cultural?
Os cafés costumam ser verdadeiros referenciais dos bairros, formam parte dos usos e costumes do povo portenho, são parte essencial de sua historia cotidiana, são parte ineludível da paisagem urbana, da poesia e da literatura. Muitos escritores precisam do café para poder realizar seu labor. Com sua presença e permanência favorecem situações entranháveis . O edifício transforma-se em recipiente de circunstancias. O patrimônio cultural tangível e intangível está aqui , presente desde sempre e todos os dias.
O que os diferencia de cafés de outras cidades do mundo?
Em geral, em outras cidades se vai a um café para tomar algo, reunir-se por trabalho, ou por um breve encontro.
É que o café portenho é herdeiro do madrilense e do parisiense. Vai-se tomar um café, um aperitivo ou qualquer trago mas , ademais, também se vai ler o jornal sem nenhum apuro, ou um livro, estudar, ou escutar música ao vivo, e evidente, em muitos deles jogar bilhar.
A partir de que características foram selecionados os bares notáveis?
De acordo ao disposto pela Lei 35 do ano de 1998 foi criada a Comissão de Proteção e Promoção dos Cafés, Bares, Bilhares e Confeitarias Notáveis da Cidade de Buenos Aires. Aos efeitos da lei, para ser notável um café deve contar com alguma das seguintes características: antiguidade e permanência; arquitetura de interesse; que dentro de seu âmbito hajam ocorrido situações de valor cultural; concorrência de personagens destacadas, ou que de por si seja um verdadeiro referencial no bairro ou na zona. Assim foram selecionados os primeiros 39 notáveis, aos que agora foram agregados mais 20.
A seleção é muito ampla, abrange desde cafés clássicos e prestigiosos a nível internacional como o “Tortoni”, até alguns típicos de bairro como o “12 de Octubre”, extremando com a “Praça Almagro”, o “El Progreso”, em Montes de Oca esquina California, no bairro de Barracas.
Qual é o café mais antigo da cidade?
Os cafés portenhos começaram suas atividades na época colonial. Em sua maioria se encontravam situados nos arredores da “Plaza Mayor”, hoje “Plaza de Mayo”. Dentre outros recordamos ao “Café de la Comedia”, ao “De los Catalanes” e ao “De Marco”, rincão de reunião de Mariano Moreno, Manuel Belgrano, Juan José Castelli e Bernardo de Monteagudo nas vésperas da Revolução de Maio de 1810.
O café mais antigo dos que estão em atividades é o “Tortoni”, que foi fundado em 1858, na esquina de Esmeralda e Rivadavia. Em 1880 foi trasladado para Rivadavia, Nº 1826, até que com a abertura da “Avenida de Mayo”, em 1894, ganhou sua fachada principal no número 825/29.
A função dos cafés na cidade mudou com o tempo?
A cidade é uma célula em permanente transformação. Deve-se ter um equilibrado sentido de madureza cívica e intelectual para resgatar aqueles bens culturais: edifícios, espaços verdes, obras de arte, etc., que formam parte de nossa memória coletiva e de nosso patrimônio. Os cafés não são alheios às mudanças dos tempos. Faz ao redor de 25 anos, todos os da Avenida Corrientes se modernizaram, unificaram seus estilos e se encheram de plantas, em alguns casos de maneira absurda. Assim perderam o sabor pessoal que diferenciava a cada um deles dos outros, salvo exceções como o “La Giralda” e o “El Gato Negro”. Atualmente se está buscando a maior autenticidade, quer dizer, está se tentando voltar às situações originais. A função essencial dos cafés segue sendo a mesma, com as evidentes mudanças surgidas das atuais modas e da tecnologia. De todas as maneiras "sabichones e suicidas" que apregoam o tango seguem estando, obviamente sem “chambergo” e “lengue” (chapéus), mas estão.
Hoje os portenhos passam nos cafés mais ou menos tempos que antes?
Depende do tipo de café, sua localização e das idades dos freqüentadores. Os cafés con mesas de bilhar estão mais ou menos como sempre (36 Bilhares, Richmond, etc). Os cafés de bairro como o Café de García, Margot, El Banderín, etc.... tem seus “habitués” cotidianos. Muitos dos do Centro estão sempre cheios ou quase, o London City, o La Giralda, oTortoni, etc... No que se evidencia merma nos tempos atuais são nas tertúlias literárias que eram realizadas em numerosos cafés, ainda que sempre há exceções que confirmam a regra, o “Bar de Cão”, o “Margot”, o “Tuñón”, etc).
Qual é seu café favorito?
Seria injusto se mencionasse um só. Eu gostaria de tomar café bem cedo no Tortoni, rodeado de quadros e história; durante a tarde tomar um café de pé no “Le Caravelle” de Lavalle quase Maipú; encontrar-me com minha mulher no “El Gato Negro”, enquanto nos envolve a fragrância da canela recém moída; comer um sanduíche no “El Progreso”, e se sua dona, a Sra. Licinia, anima-se, escutá-la cantar alguma bela canção asturiana. Alguma quinta, sexta ou sábado à noite gostaria de compartilhar com amigos o faustuoso tira-gosto do Café de García, e em qualquer momento dar uma passada pelo “La Buena Medida” em Suárez esq. Caboto, defronte à “Plaza Solís” onde foi fundado o glorioso “Boca Juniors”; comer um sanduíche de “peru em escabeche” no “Margot” enquanto conversamos com o poeta “Rubén Derlis” ou o pintor Juan Manuel Sánchez e como final tomar um café com leite e “medialunas” (croisants) no Carlitos, de Carlos Calvo esquina Saavedra.
Como distinguir um bar notável em cinco minutos?
A gente se senta em uma mesa, pede algo e aos cinco minutos já se está em condições de saber se o café é notável ou não. Entramos ao café. Escolhe-se a mesa. Nos sentamos. Com uma caminhada visual mais ou menos rápida temos uma idéia bastante precisa do espaço arquitetônico e de suas qualidades, incluso seu equipamento, mobiliário e elementos ornamentais ou documentais : poemas pinturas, fotos ou dedicatórias, em muitos casos deixados por clientes e/ou amigos. A atenção por parte do garçom contribui a favor ou em contra. A qualidade da consumição fecha o círculo. Em poucos minutos mais, havendo prestado atenção aos sons e ruídos, e após observar o movimento, as rotinas e as condutas dos freqüentadores, pode-se intuir o caráter pessoal do café, e estamos em condições de dar o veredicto de notabilidade com muita escassa margem de erro.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
RECURSOS EDUCATIVOS NA REDE
Portais educativos
Educare - O Portal da Educação
http://www.educare.pt/
O primeiro portal educativo em português, com notícias e informações úteis para toda a comunidade educativa.
Uarte - Rede Telemática Educativa Portuguesa.
http://www.uarte.mct.pt/
A uARTE (Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa) tem a seu cargo a tarefa de acompanhamento do processo de ligação das escolas Internet, funcionando como elemento de ligação entre as escolas e os vários parceiros, nomeadamente as Associações Científicas, Educacionais e Profissionais, Centros de Formação de Professores, Ministério da Educação. A promoção de actividades mobilizadoras do uso da Internet na escola e de produção de materiais constituem outras vertentes da actuação deste grupo de trabalho.
Educação - O Site da Educação
http://www.educacao.te.pt/
Portal da Texto Editora de apoio à educação.
NetProf
http://www.netprof.pt/
O clube dos professores portugueses na net, da responsabilidade da Porto Editora.
EducAtivo
http://www.educativo.com.br/
O objectivo do educAtivo.com é oferecer conteúdo de qualidade a baixo custo e em linguagem apropriada à Internet através de um sistema didáctico que acompanhe a evolução de cada aluno. Com cursos destinados ao usuário comum e prestação de serviços às comunidades afiliadas - utilizando tecnologia multimédia, que permite aulas interactivas, pesquisa, avaliação e acompanhamento.
Links & Recursos educacionais
http://edunet.no.sapo.pt/
O EDUNET destina-se a fornecer um conjunto de endereços electrónicos que promovam o uso educativo da Internet.
Professores, estudantes e outros intervenientes no acto educativo, poderão encontrar uma abordagem mais abrangente e enriquecedora ao acederem e utilizarem os recursos aqui divulgados.
Ensino.net - Portal educacional
http://www.ensino.net/
Portal brasileiro de conteúdos educativos, Ensino.net propõe-se contribuir para a democratização do ensino através da criação de comunidades, do engajamento das autoridades educacionais nessa tarefa e do pleno aproveitamento das oportunidades empresariais por parte de todos os segmentos aí localizados.
Mil Saberes
http://www.educom.pt/proj/milsaberes/
Portal de Recursos Educativos.
Portal da educação
http://www.portaldaeducacao.com.br/portal/
Portal de educação brasileiro, da responsabilidade do Colégio Nobel. Conteúdo próprio e mais de 10.000 links, seleccionados e organizados por temas.
Bússola escolar
http://www.bussolaescolar.com.br/
O 'Bússola Escolar' está na Web para facilitar a vida de estudantes e professores ou mesmo de quem se quer manter actualizado.
Net Educação
http://www.neteducacao.com/
Conteúdos e serviços na área da educação e da Internet.
Portal Educacional das Américas
http://www.educoea.org/
O Portal Educacional das Américas foi criado pela Agência Interamericana de Cooperação e Desenvolvimento a fim de proporcionar à região um maior acesso às oportunidades educacionais e de treinamento, e de promover a criação de condições de equidade nas que todos os cidadãos do Hemisfério possam alcançar seu potencial. Em português, espanhol, inglês e francês.
Escola.net
http://www.escola.net/
Portal sobre o universo escolar brasileiro.
EducaWeb
http://www.educaweb.com/
Portal espanhol especializado em educação e formação, que permite aceder a mais de 35.000 recursos.
Aula Infantil
http://www.aulainfantil.com/
Página de um grupo de profissionais de educação infantil, de comunicação e de informática que pretendem converter Aula Infantil numa ferramenta útil para a comunidade educativa.
EduHound
http://www.eduhound.com/
EduHound.com é um excelente recurso para docentes, alunos, e famílias, que tem como objectivo es tornar a Internet fácil de usar para a comunidade educativa em todo o mundo. El directório educativo do EduHound.com proporciona uma base de dados com endereços educativos para todos os níveis de ensino, organizados alfabeticamente categorizados e por tema. Em inglês e espanhol.
DiscoverySchool
http://www.discoveryschool.com/
DiscoverySchool.com pretende tornar o processo de ensino aprendizagem uma experiência agradável para alunos, pais e professores. Proporciona, além de endereços da especialidade, recursos para aprendizagem. Em inglês.
Cidade dos Meninos
http://www.cidadedosmeninos.com.br/
Página brasileira do Centro de Educação Integrada, com diversos recursos educativos.
Eduk - busca em educação
http://www.eduk.com.br/
O Eduk é um catálogo de páginas sobre educação desenvolvido por professores brasileiros com o objectivo de facilitar a pesquisa de educadores, alunos e demais interessados.
EduPortales
http://www.enarvaez.i-p.com/eduportal/
Guia de portais educativos em espanhol do Departamento de Ensino Secundário do Peru.
Educ.ar
http://www.educ.ar/
Página oficial do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina.
PetitMonde
http://www.petitmonde.qc.ca/
Portal francês da família e da infância.
Recursos para a Educação
Instituto de Inovação Educacional
http://www.iie.min-edu.pt/
Página Instituto de Inovação Educacional com diferentes projectos de apoio à inovação na Educação.
Netescola - uma escola na rede
http://www.malhatlantica.pt/netescola
Recursos para alunos e professores do 2º e 3º ciclo do Ensino Básico. Disponíveis para as disciplinas de Língua Portuguesa, Inglês, Ciências Naturais, Ciências Físico-químicas, História, Matemática, Educação Visual e TIC. Notícias sobre a educação e apontadores seleccionados.
Nónio Século XXI
http://www.dapp.min-edu.pt/nonio/nonio.htm
Programa Nónio Século XXI - Programa de Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação.
Escola Virtual
http://www.escolavirtual.pt/
Tratando-se de um site fundamentalmente dirigido a Alunos, Professores e Pais, com o objectivo de ser uma escola para além das aulas, a Escola Virtual apresenta-se como uma proposta inovadora e criativa, veículo de informação e formação nas escolas, nos lares, em situações de trabalho e de lazer. Não pretende confrontar-se com a escola real, mas sim reforçar e complementar o seu papel educativo. É outro percurso de aprendizagem, porventura mais estimulante, porque assente numa pedagogia interactiva, que suscita o prazer da descoberta e a curiosidade intelectual. Da Areal Editores.
Aprobados
http://www.aprobados.com/
Página espanhola destinada a implementar Cursos on-line
Escuela Virtual
http://www.escuela-virtual.org.mx/
A Escuela Virtual é uma iniciativa da Secretaria de Educação Púbica do México e o ferece conteúdos académicos de temas desde a primária ao secundário.
Fabula
http://www.fabula.eu.org/
Fabula é um software grátis para criar contos bilingues multimédia com crianças. Em inglês, espanhol, francês, etc.
EducaBrasil
http://www.educabrasil.com.br/
EducaBrasil tem como objectivo difundir informações sobre livros e ideias para a formação do educador. Todos os trabalhos são coordenados e executados por jornalistas e pesquisadores preocupados em garantir a credibilidade do texto aliada à Internet e suas facilidades tecnológicas.
Nota 10
http://www.nota10.com.br/
A Nota 10 é uma empresa brasileira especializada na produção de serviços de notícias da área de Educação.
Ciberoteca
http://www.ciberoteca.com/
A Ciberoteca é uma biblioteca virtual que facilita o acesso gratuito a mais de 45.000 textos literários, científicos e técnicos disponíveis na Internet. Em espanhol.
Projecto Vercial
http://www.ipn.pt/literatura/
O Projecto Vercial é a maior base de dados na Internet sobre literatura portuguesa e tem como objectivo divulgar o maior número possível de autores de língua portuguesa, desde a Idade Média até à actualidade.
Edunau
http://www.edunau.net/
A Edunau tem como objectivos contribuir para modernizar a educação, motivar e aproximar estudantes, professores, pais e escolas, proporcionando através da Internet novos produtos, serviços, conteúdos e experiências.
NetLivro
http://www.netlivro.pt/
Página da Editorial O Livro, com propostas de actividades educativas para investigar, aprender, comunicar, concorrer e divertir.
Escolar
http://www.escolar.com/
Página em espanhol com conteúdos próprios gratuitos: vídeos educativos, exemplos, exercícios e outras actividades escolares
Vamos Aprender
http://www.vamosaprender.com/
Vamos Aprender é um portal dedicado à educação e à divulgação de conhecimento, que pretende disponibilizar conteúdos de qualidade aos estudantes/alunos e professores de todos os graus de Ensino (desde do Básico ao Superior).
Abolina
http://www.ese.ips.pt/abolina/
Utilização da Tecnologia educativa numa página da Escola Superior de Educação de Setúbal.
Capitan Net
http://www.capitannet.org/
Capitannet.org articula-se em dois grandes blocos de informação, um dedicado aos mais jovens, com conselhos práticos para navegar na Internet, jogos interactivos, links para páginas educativas, etc., e outro dedicado aos "adultos", responsáveis pela protecção e promoção dos direitos dos menores, com informação sobre Internet, e sobre programas de protecção dos menores face à Internet.
Zeta Multimedia
http://www.zetamultimedia.com/
Página espanhola com recursos, actividades e jogos para crianças e jovens, e aéreas dedicadas a pais e professores
Associação Portuguesa de Telemática Educativa
http://www.educom.pt/
Associação Portuguesa de Telemática Educativa tem como objectivo a investigação, acção, formação e desenvolvimento de actividades/projectos telemáticos, de forma a manter a ligação e a coesão entre as escolas, reforçar a sua capacidade de apoio mútuo, facilitar o lançamento e desenvolvimento de outros projectos educativos e contribuir para a construção e disponibilização de recursos partilhados por todos.
Escola Net
http://www.escolanet.com.br/
Página brasileira com orientações para professores sobre como utilizar a tecnologia em sala de aula, oferecendo também actualização em diversos assuntos e ajuda aos alunos na procura e organização da informação .
Netiqueta
http://homepage.esoterica.pt/%7Eamcf/netiqueta/
Manual de boas maneiras para a Internet
Estudar
http://www.estudar.org/
Cursos on-line ligados às novas tecnologias
CITI
http://www.citi.pt/
O C.I.T.I., Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas, é uma unidade de investigação da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, criada em 1991, e desenvolve linhas de investigação aplicada e acções de formação no seu campo de especialidade, que conjuga com actividades de prestação de serviços à comunidade.
DidaTIC 2000!
http://www.deb.min-edu.pt/didatic2000/
O Projecto DidaTIC 2000 - Flexibilizar o Português - Explorar as TIC Cooperar em Rede, em desenvolvimento desde Setembro de 2000, tem a coordenação do DEB e estabelece ligações directas à UARTE, à APP e a Centros de Formação Contínua de Professores.
O ABC da Energia
http://www.abcdaenergia.com/
Tudo sobre as diferentes formas de energia, sob uma perspectiva ditáctico-pedagógica, destinada a jovens e professores.
Dicas para pais e educadores
http://sitededicas.uol.com.br/
Dicas de Educação e Informática para pais e professores.
Anaya Educación
http://www.anayamascerca.com/
Página da multinacional do sector editorial Anaya dedicada à educação e que proporciona serviços informativos, recursos, formação e ferramentas úteis para professores e alunos. Em espanhol.
Enseignants
http://www.enseignants.com/
Enseignants.com é uma página sobre educação desenvolvida pelas editoras Larousse, Nathan, Bordas, Retz, Eduscope, Speakeasy etas revistas Journal des Instituteurs, Education enfantine, Nouvelle revue Pédagogique, Atelier des images, Documentation par l'image. Em francês.
CNICE
http://www.pntic.mec.es/
Recursos educativos, tecnológicos e culturais desenvolvidos pelo Centro Nacional de Información y Comunicación Educativa. Em espanhol.
Terra Educação Espanha
http://www.terra.es/educacion/portada.htm
Canal do portal Terra destinado à Educação. Pode encontrar nesta página as últimas notícias, bem como dezenas de links para outros assuntos.
Parenthood - abc of parenting
http://www.abcparenting.com/
Infância, saúde, nutrição, família. Em inglês.
Terra Educação Brasil
http://www.terra.com.br/educacao/lista_educacao.htm
Canal do portal Terra destinado à Educação. Pode encontrar nesta página as últimas notícias, bem como dezenas de links para outros assuntos.
A Escola
http://www.aescola.com.br/aescola/
Este site reúne conteúdos destinados a professores e educadores. Noticias diárias sobre Educação, artigos de especialistas na área e artigos diversos.
Escola 24h
http://www.escola24h.com.br/
Este portal brasileiro oferece serviços a professores, escolas e alunos através de espaços de encontro e de uma biblioteca virtual. Também disponibiliza aulas on-line, chats e fóruns, além de uma área de diversão com artigos sobre desporto, cultura, moda...
Alô, escola
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/index.shtml
Site brasileiro com recursos educativos para professores e alunos. Pertence à TV Cultura que nele disponibiliza os seus programas culturais (infantis e séries) com dicas para utilização na sala de aula.
Ensino.net
http://www.ensino.net/
Um portal brasileiro dividido em três grandes áreas: professores, pais e alunos. Também apresenta: debates, reportagens e entrevistas.
Portal dos Catraios
http://www.catraios.ipb.pt/
Portal Educativo dos Miúdos e Graúdos do Nordeste Transmontano. Conteúdos Lúdico-Didácticos e de divulgação e promoção dos Estabelecimentos de Ensino (Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico e Jardins de Infância). Destinado a Professores ou Educadores e Crianças e seus Pais ou Encarregados de Educação.
Vidas lusófonas
http://www.vidaslusofonas.pt
Biografias do mundo da lusofonia
CEDES - Centro de Ensino a Distância da ESE de Santarém
http://nonio.eses.pt/cedes/
O Centro de Ensino a Distância da ESE de Santarém (CEDES) é uma estrutura organizativa destinada à concepção e desenvolvimento de projectos enquadrados nesta área.
Investigar e aprender
http://ia.fc.ul.pt/
Este site pretende fomentar o intercâmbio e a discussão entre todos os que se interessam por trabalho exploratório e investigativo na aula de matemática, nos diversos níveis de ensino. Inclui sugestões de trabalho, relatos de experiências, textos sobre investigações e sobre o seu lugar no currículo e na avaliação.
Projecto aproximar
http://www.minerva.uevora.pt/aproximar/
Projecto da Rede Telemática Educativa do Norte Alentejo, com especial incidência no pré-escolar e 1º ciclo do Ensino Básico
O Mocho
http://nautilus.fis.uc.pt/ccsoftc/mocho/
O Mocho é um apontador de Ciências que tem por objectivo facilitar a pesquisa na internet de assuntos relacionados com Matemática, Física e Química, de modo a potenciar da melhor maneira o uso educativo da Internet nas Escolas Portuguesas.
Projecto "1001 Ideias"
http://www.cceseb.ipbeja.pt/1001ideias/
Projecto de Informação sobre Educação do Centro de Competência Nónio da Escola Superior de Educação de Beja com duas áreas de acção: dinamização das TIC em sala de aula e utilização da Internet com fins educativos.
Malha Atlântica
http://www.malhatlantica.pt
Centro de Competência Nónio que envolve os Centros de Formação de Associação de Escolas das áreas de Lisboa, Cascais, Oeiras e Sintra.
Edusurfa
http://www.edusurfa.pt/edusurfa.asp
Canal da Porto Editora destinado aos jovens.
CEDIC - centro de documentação e informação sobre a criança
http://www.iec.uminho.pt/cedic/
O CEDIC - Centro de Documentação e Informação sobre a Criança foi instituído no final de 1997, a partir de uma necessidade muito pragmática: disponibilizar a todos os interessados nas problemáticas da infância e das crianças um vasto acervo documental de acesso fácil.
IAC - Instituto de Apoio à Criança
http://www.iacrianca.pt/
O Instituto de Apoio à Criança é uma associação sem fins lucrativos, que tem por objectivo principal contribuir para o desenvolvimento integral da criança, na defesa e promoção dos seus direitos, sendo a criança encarada na sua globalidade, como total sujeito dos seus direitos nas diferentes áreas, quer seja na saúde, educação, segurança social ou nos seus tempos livres.
Pretende estimular, apoiar e divulgar o trabalho de todos aqueles que se preocupam com a procura de novas respostas para os problemas da infância em Portugal, assim como colaborar com instituições congéneres nacionais e estrangeiras.
Infantil/lúdico-didático
A Cabana do Papim
http://www.papim.com/
Jogos e actividades para crianças
StarKids
http://www.starkids.pt/
Portal de apoio a pais e miúdos.
Alfy
http://alfy.sapo.pt/
Portal das Crianças
Clikin
http://www.clickin.pt/clickin.asp
Canal da Porto Editora destinado às crianças.
Junior.Te
http://www.junior.te.pt/servlets/Home
Canal da Texto Editora destinado às crianças.
Sítio dos miúdos
http://www.sitiodosmiudos.pt/
Brincadeiras e actividades para os mais jovens
Ilha das Descobertas
http://cleverisland.sapo.pt/
Jogos e actividades para crianças dos 3 aos 8 anos
Disney Blast
http://www.disneyblast.pt/sign-in/login.html?goto=/
O universo as personagens da Disney em Português, com jogos e actividades
Disney on-line
http://disney.go.com/park/homepage/today/flash/index.html
O universo as personagens da Disney em inglês, com jogos e actividades
NIK
http://www.nik.pt/
Os objectivos das actividades constantes no site Nik são a promoção da segurança rodoviária e o alerta para questões de educação cívica e de cidadania.
Casquides
http://www.casquides.pt/
Canal infantil da Vizzavi, com jogos, desenhos e-nimandos, postais, dicas para a escola, etc.
Cidade da Malta
http://www.cidadedamalta.pt/
Jogos, histórias, actividades, notícias, ect. para os mais pequenos.
Bit e byte
http://www.bitebyte.com.br/
Jogos para crianças
Disney Brasil
http://disney.com.br/
Jogos e actividades para os mais pequenos.
Portais educativos
Educare - O Portal da Educação
http://www.educare.pt/
O primeiro portal educativo em português, com notícias e informações úteis para toda a comunidade educativa.
Uarte - Rede Telemática Educativa Portuguesa.
http://www.uarte.mct.pt/
A uARTE (Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa) tem a seu cargo a tarefa de acompanhamento do processo de ligação das escolas Internet, funcionando como elemento de ligação entre as escolas e os vários parceiros, nomeadamente as Associações Científicas, Educacionais e Profissionais, Centros de Formação de Professores, Ministério da Educação. A promoção de actividades mobilizadoras do uso da Internet na escola e de produção de materiais constituem outras vertentes da actuação deste grupo de trabalho.
Educação - O Site da Educação
http://www.educacao.te.pt/
Portal da Texto Editora de apoio à educação.
NetProf
http://www.netprof.pt/
O clube dos professores portugueses na net, da responsabilidade da Porto Editora.
EducAtivo
http://www.educativo.com.br/
O objectivo do educAtivo.com é oferecer conteúdo de qualidade a baixo custo e em linguagem apropriada à Internet através de um sistema didáctico que acompanhe a evolução de cada aluno. Com cursos destinados ao usuário comum e prestação de serviços às comunidades afiliadas - utilizando tecnologia multimédia, que permite aulas interactivas, pesquisa, avaliação e acompanhamento.
Links & Recursos educacionais
http://edunet.no.sapo.pt/
O EDUNET destina-se a fornecer um conjunto de endereços electrónicos que promovam o uso educativo da Internet.
Professores, estudantes e outros intervenientes no acto educativo, poderão encontrar uma abordagem mais abrangente e enriquecedora ao acederem e utilizarem os recursos aqui divulgados.
Ensino.net - Portal educacional
http://www.ensino.net/
Portal brasileiro de conteúdos educativos, Ensino.net propõe-se contribuir para a democratização do ensino através da criação de comunidades, do engajamento das autoridades educacionais nessa tarefa e do pleno aproveitamento das oportunidades empresariais por parte de todos os segmentos aí localizados.
Mil Saberes
http://www.educom.pt/proj/milsaberes/
Portal de Recursos Educativos.
Portal da educação
http://www.portaldaeducacao.com.br/portal/
Portal de educação brasileiro, da responsabilidade do Colégio Nobel. Conteúdo próprio e mais de 10.000 links, seleccionados e organizados por temas.
Bússola escolar
http://www.bussolaescolar.com.br/
O 'Bússola Escolar' está na Web para facilitar a vida de estudantes e professores ou mesmo de quem se quer manter actualizado.
Net Educação
http://www.neteducacao.com/
Conteúdos e serviços na área da educação e da Internet.
Portal Educacional das Américas
http://www.educoea.org/
O Portal Educacional das Américas foi criado pela Agência Interamericana de Cooperação e Desenvolvimento a fim de proporcionar à região um maior acesso às oportunidades educacionais e de treinamento, e de promover a criação de condições de equidade nas que todos os cidadãos do Hemisfério possam alcançar seu potencial. Em português, espanhol, inglês e francês.
Escola.net
http://www.escola.net/
Portal sobre o universo escolar brasileiro.
EducaWeb
http://www.educaweb.com/
Portal espanhol especializado em educação e formação, que permite aceder a mais de 35.000 recursos.
Aula Infantil
http://www.aulainfantil.com/
Página de um grupo de profissionais de educação infantil, de comunicação e de informática que pretendem converter Aula Infantil numa ferramenta útil para a comunidade educativa.
EduHound
http://www.eduhound.com/
EduHound.com é um excelente recurso para docentes, alunos, e famílias, que tem como objectivo es tornar a Internet fácil de usar para a comunidade educativa em todo o mundo. El directório educativo do EduHound.com proporciona uma base de dados com endereços educativos para todos os níveis de ensino, organizados alfabeticamente categorizados e por tema. Em inglês e espanhol.
DiscoverySchool
http://www.discoveryschool.com/
DiscoverySchool.com pretende tornar o processo de ensino aprendizagem uma experiência agradável para alunos, pais e professores. Proporciona, além de endereços da especialidade, recursos para aprendizagem. Em inglês.
Cidade dos Meninos
http://www.cidadedosmeninos.com.br/
Página brasileira do Centro de Educação Integrada, com diversos recursos educativos.
Eduk - busca em educação
http://www.eduk.com.br/
O Eduk é um catálogo de páginas sobre educação desenvolvido por professores brasileiros com o objectivo de facilitar a pesquisa de educadores, alunos e demais interessados.
EduPortales
http://www.enarvaez.i-p.com/eduportal/
Guia de portais educativos em espanhol do Departamento de Ensino Secundário do Peru.
Educ.ar
http://www.educ.ar/
Página oficial do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina.
PetitMonde
http://www.petitmonde.qc.ca/
Portal francês da família e da infância.
Recursos para a Educação
Instituto de Inovação Educacional
http://www.iie.min-edu.pt/
Página Instituto de Inovação Educacional com diferentes projectos de apoio à inovação na Educação.
Netescola - uma escola na rede
http://www.malhatlantica.pt/netescola
Recursos para alunos e professores do 2º e 3º ciclo do Ensino Básico. Disponíveis para as disciplinas de Língua Portuguesa, Inglês, Ciências Naturais, Ciências Físico-químicas, História, Matemática, Educação Visual e TIC. Notícias sobre a educação e apontadores seleccionados.
Nónio Século XXI
http://www.dapp.min-edu.pt/nonio/nonio.htm
Programa Nónio Século XXI - Programa de Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação.
Escola Virtual
http://www.escolavirtual.pt/
Tratando-se de um site fundamentalmente dirigido a Alunos, Professores e Pais, com o objectivo de ser uma escola para além das aulas, a Escola Virtual apresenta-se como uma proposta inovadora e criativa, veículo de informação e formação nas escolas, nos lares, em situações de trabalho e de lazer. Não pretende confrontar-se com a escola real, mas sim reforçar e complementar o seu papel educativo. É outro percurso de aprendizagem, porventura mais estimulante, porque assente numa pedagogia interactiva, que suscita o prazer da descoberta e a curiosidade intelectual. Da Areal Editores.
Aprobados
http://www.aprobados.com/
Página espanhola destinada a implementar Cursos on-line
Escuela Virtual
http://www.escuela-virtual.org.mx/
A Escuela Virtual é uma iniciativa da Secretaria de Educação Púbica do México e o ferece conteúdos académicos de temas desde a primária ao secundário.
Fabula
http://www.fabula.eu.org/
Fabula é um software grátis para criar contos bilingues multimédia com crianças. Em inglês, espanhol, francês, etc.
EducaBrasil
http://www.educabrasil.com.br/
EducaBrasil tem como objectivo difundir informações sobre livros e ideias para a formação do educador. Todos os trabalhos são coordenados e executados por jornalistas e pesquisadores preocupados em garantir a credibilidade do texto aliada à Internet e suas facilidades tecnológicas.
Nota 10
http://www.nota10.com.br/
A Nota 10 é uma empresa brasileira especializada na produção de serviços de notícias da área de Educação.
Ciberoteca
http://www.ciberoteca.com/
A Ciberoteca é uma biblioteca virtual que facilita o acesso gratuito a mais de 45.000 textos literários, científicos e técnicos disponíveis na Internet. Em espanhol.
Projecto Vercial
http://www.ipn.pt/literatura/
O Projecto Vercial é a maior base de dados na Internet sobre literatura portuguesa e tem como objectivo divulgar o maior número possível de autores de língua portuguesa, desde a Idade Média até à actualidade.
Edunau
http://www.edunau.net/
A Edunau tem como objectivos contribuir para modernizar a educação, motivar e aproximar estudantes, professores, pais e escolas, proporcionando através da Internet novos produtos, serviços, conteúdos e experiências.
NetLivro
http://www.netlivro.pt/
Página da Editorial O Livro, com propostas de actividades educativas para investigar, aprender, comunicar, concorrer e divertir.
Escolar
http://www.escolar.com/
Página em espanhol com conteúdos próprios gratuitos: vídeos educativos, exemplos, exercícios e outras actividades escolares
Vamos Aprender
http://www.vamosaprender.com/
Vamos Aprender é um portal dedicado à educação e à divulgação de conhecimento, que pretende disponibilizar conteúdos de qualidade aos estudantes/alunos e professores de todos os graus de Ensino (desde do Básico ao Superior).
Abolina
http://www.ese.ips.pt/abolina/
Utilização da Tecnologia educativa numa página da Escola Superior de Educação de Setúbal.
Capitan Net
http://www.capitannet.org/
Capitannet.org articula-se em dois grandes blocos de informação, um dedicado aos mais jovens, com conselhos práticos para navegar na Internet, jogos interactivos, links para páginas educativas, etc., e outro dedicado aos "adultos", responsáveis pela protecção e promoção dos direitos dos menores, com informação sobre Internet, e sobre programas de protecção dos menores face à Internet.
Zeta Multimedia
http://www.zetamultimedia.com/
Página espanhola com recursos, actividades e jogos para crianças e jovens, e aéreas dedicadas a pais e professores
Associação Portuguesa de Telemática Educativa
http://www.educom.pt/
Associação Portuguesa de Telemática Educativa tem como objectivo a investigação, acção, formação e desenvolvimento de actividades/projectos telemáticos, de forma a manter a ligação e a coesão entre as escolas, reforçar a sua capacidade de apoio mútuo, facilitar o lançamento e desenvolvimento de outros projectos educativos e contribuir para a construção e disponibilização de recursos partilhados por todos.
Escola Net
http://www.escolanet.com.br/
Página brasileira com orientações para professores sobre como utilizar a tecnologia em sala de aula, oferecendo também actualização em diversos assuntos e ajuda aos alunos na procura e organização da informação .
Netiqueta
http://homepage.esoterica.pt/%7Eamcf/netiqueta/
Manual de boas maneiras para a Internet
Estudar
http://www.estudar.org/
Cursos on-line ligados às novas tecnologias
CITI
http://www.citi.pt/
O C.I.T.I., Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas, é uma unidade de investigação da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, criada em 1991, e desenvolve linhas de investigação aplicada e acções de formação no seu campo de especialidade, que conjuga com actividades de prestação de serviços à comunidade.
DidaTIC 2000!
http://www.deb.min-edu.pt/didatic2000/
O Projecto DidaTIC 2000 - Flexibilizar o Português - Explorar as TIC Cooperar em Rede, em desenvolvimento desde Setembro de 2000, tem a coordenação do DEB e estabelece ligações directas à UARTE, à APP e a Centros de Formação Contínua de Professores.
O ABC da Energia
http://www.abcdaenergia.com/
Tudo sobre as diferentes formas de energia, sob uma perspectiva ditáctico-pedagógica, destinada a jovens e professores.
Dicas para pais e educadores
http://sitededicas.uol.com.br/
Dicas de Educação e Informática para pais e professores.
Anaya Educación
http://www.anayamascerca.com/
Página da multinacional do sector editorial Anaya dedicada à educação e que proporciona serviços informativos, recursos, formação e ferramentas úteis para professores e alunos. Em espanhol.
Enseignants
http://www.enseignants.com/
Enseignants.com é uma página sobre educação desenvolvida pelas editoras Larousse, Nathan, Bordas, Retz, Eduscope, Speakeasy etas revistas Journal des Instituteurs, Education enfantine, Nouvelle revue Pédagogique, Atelier des images, Documentation par l'image. Em francês.
CNICE
http://www.pntic.mec.es/
Recursos educativos, tecnológicos e culturais desenvolvidos pelo Centro Nacional de Información y Comunicación Educativa. Em espanhol.
Terra Educação Espanha
http://www.terra.es/educacion/portada.htm
Canal do portal Terra destinado à Educação. Pode encontrar nesta página as últimas notícias, bem como dezenas de links para outros assuntos.
Parenthood - abc of parenting
http://www.abcparenting.com/
Infância, saúde, nutrição, família. Em inglês.
Terra Educação Brasil
http://www.terra.com.br/educacao/lista_educacao.htm
Canal do portal Terra destinado à Educação. Pode encontrar nesta página as últimas notícias, bem como dezenas de links para outros assuntos.
A Escola
http://www.aescola.com.br/aescola/
Este site reúne conteúdos destinados a professores e educadores. Noticias diárias sobre Educação, artigos de especialistas na área e artigos diversos.
Escola 24h
http://www.escola24h.com.br/
Este portal brasileiro oferece serviços a professores, escolas e alunos através de espaços de encontro e de uma biblioteca virtual. Também disponibiliza aulas on-line, chats e fóruns, além de uma área de diversão com artigos sobre desporto, cultura, moda...
Alô, escola
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/index.shtml
Site brasileiro com recursos educativos para professores e alunos. Pertence à TV Cultura que nele disponibiliza os seus programas culturais (infantis e séries) com dicas para utilização na sala de aula.
Ensino.net
http://www.ensino.net/
Um portal brasileiro dividido em três grandes áreas: professores, pais e alunos. Também apresenta: debates, reportagens e entrevistas.
Portal dos Catraios
http://www.catraios.ipb.pt/
Portal Educativo dos Miúdos e Graúdos do Nordeste Transmontano. Conteúdos Lúdico-Didácticos e de divulgação e promoção dos Estabelecimentos de Ensino (Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico e Jardins de Infância). Destinado a Professores ou Educadores e Crianças e seus Pais ou Encarregados de Educação.
Vidas lusófonas
http://www.vidaslusofonas.pt
Biografias do mundo da lusofonia
CEDES - Centro de Ensino a Distância da ESE de Santarém
http://nonio.eses.pt/cedes/
O Centro de Ensino a Distância da ESE de Santarém (CEDES) é uma estrutura organizativa destinada à concepção e desenvolvimento de projectos enquadrados nesta área.
Investigar e aprender
http://ia.fc.ul.pt/
Este site pretende fomentar o intercâmbio e a discussão entre todos os que se interessam por trabalho exploratório e investigativo na aula de matemática, nos diversos níveis de ensino. Inclui sugestões de trabalho, relatos de experiências, textos sobre investigações e sobre o seu lugar no currículo e na avaliação.
Projecto aproximar
http://www.minerva.uevora.pt/aproximar/
Projecto da Rede Telemática Educativa do Norte Alentejo, com especial incidência no pré-escolar e 1º ciclo do Ensino Básico
O Mocho
http://nautilus.fis.uc.pt/ccsoftc/mocho/
O Mocho é um apontador de Ciências que tem por objectivo facilitar a pesquisa na internet de assuntos relacionados com Matemática, Física e Química, de modo a potenciar da melhor maneira o uso educativo da Internet nas Escolas Portuguesas.
Projecto "1001 Ideias"
http://www.cceseb.ipbeja.pt/1001ideias/
Projecto de Informação sobre Educação do Centro de Competência Nónio da Escola Superior de Educação de Beja com duas áreas de acção: dinamização das TIC em sala de aula e utilização da Internet com fins educativos.
Malha Atlântica
http://www.malhatlantica.pt
Centro de Competência Nónio que envolve os Centros de Formação de Associação de Escolas das áreas de Lisboa, Cascais, Oeiras e Sintra.
Edusurfa
http://www.edusurfa.pt/edusurfa.asp
Canal da Porto Editora destinado aos jovens.
CEDIC - centro de documentação e informação sobre a criança
http://www.iec.uminho.pt/cedic/
O CEDIC - Centro de Documentação e Informação sobre a Criança foi instituído no final de 1997, a partir de uma necessidade muito pragmática: disponibilizar a todos os interessados nas problemáticas da infância e das crianças um vasto acervo documental de acesso fácil.
IAC - Instituto de Apoio à Criança
http://www.iacrianca.pt/
O Instituto de Apoio à Criança é uma associação sem fins lucrativos, que tem por objectivo principal contribuir para o desenvolvimento integral da criança, na defesa e promoção dos seus direitos, sendo a criança encarada na sua globalidade, como total sujeito dos seus direitos nas diferentes áreas, quer seja na saúde, educação, segurança social ou nos seus tempos livres.
Pretende estimular, apoiar e divulgar o trabalho de todos aqueles que se preocupam com a procura de novas respostas para os problemas da infância em Portugal, assim como colaborar com instituições congéneres nacionais e estrangeiras.
Infantil/lúdico-didático
A Cabana do Papim
http://www.papim.com/
Jogos e actividades para crianças
StarKids
http://www.starkids.pt/
Portal de apoio a pais e miúdos.
Alfy
http://alfy.sapo.pt/
Portal das Crianças
Clikin
http://www.clickin.pt/clickin.asp
Canal da Porto Editora destinado às crianças.
Junior.Te
http://www.junior.te.pt/servlets/Home
Canal da Texto Editora destinado às crianças.
Sítio dos miúdos
http://www.sitiodosmiudos.pt/
Brincadeiras e actividades para os mais jovens
Ilha das Descobertas
http://cleverisland.sapo.pt/
Jogos e actividades para crianças dos 3 aos 8 anos
Disney Blast
http://www.disneyblast.pt/sign-in/login.html?goto=/
O universo as personagens da Disney em Português, com jogos e actividades
Disney on-line
http://disney.go.com/park/homepage/today/flash/index.html
O universo as personagens da Disney em inglês, com jogos e actividades
NIK
http://www.nik.pt/
Os objectivos das actividades constantes no site Nik são a promoção da segurança rodoviária e o alerta para questões de educação cívica e de cidadania.
Casquides
http://www.casquides.pt/
Canal infantil da Vizzavi, com jogos, desenhos e-nimandos, postais, dicas para a escola, etc.
Cidade da Malta
http://www.cidadedamalta.pt/
Jogos, histórias, actividades, notícias, ect. para os mais pequenos.
Bit e byte
http://www.bitebyte.com.br/
Jogos para crianças
Disney Brasil
http://disney.com.br/
Jogos e actividades para os mais pequenos.
Pakapaka para padres
Pakapaka es la franja infantil de Canal Encuentro. Un espacio para que chicos y chicas de entre 7 y 11 años de todo el país se reconozcan, se diviertan y se animen a aprender y a descubrir. En Pakapaka, la voz de los chicos, su espontaneidad y su modo de ver el mundo tienen un lugar central.
Esta franja de programación infantil está organizada en segmentos temáticos de media hora, independientes entre sí pero unidos por un concepto común:
Construimos desde la austeridad, la sencillez y desde el mundo lúdico de los chicos para crear espacios que los inviten a descubrir, a jugar, a aprender, a divertirse y a conocer otros mundos posibles.
Esto implica que los espacios, los objetos y los elementos escenográficos y de vestuario parten de materiales cotidianos y de ideas sencillas; los mismos chicos pueden construirlos luego para sus juegos. Así, el mundo lúdico de los chicos y chicas se convierte en el punto de partida para la creación de un espacio que los invite a formar parte y a identificarse con Pakapaka.
Cada uno de los diez segmentos de Pakapaka tiene, como dijimos, una duración de media hora. Algunos de ellos están presentados por los conductores Renata y Rodolfo, y otros están a cargo de personajes de ficción representados por los mismos actores: Enriqueta y Leandro, Luz Violeta y Dardo Win, entre otros.
Estos son los segmentos de Pakapaka:
En globo por el globo - Renata y Rodolfo hacen un recorrido por lugares y culturas alrededor del mundo.
Feria de variedades - Juan Laguna sin Patos y su asistente Frida despliegan todo el universo del arte.
Calibroscopio - Enriqueta nos invita a escuchar maravillosos cuentos, animados o leídos para los chicos.
Un dibujo muy animado - Es el mágico espacio del mundo de la animación, de la mano de Renata.
Noti Pakapaka - Invita a conocer, recorrer y descubrir todos los rincones de nuestro país.
Tanguemos - Todos los oficios y profesiones encuentran su lugar en este particular encuentro de generaciones.
Aquí estoy yo - Chicos de diferentes lugares del país cuentan sus deseos, sueños, miedos y opiniones.
Misión aventura - Alex Tremo es el intrépido anfitrión de este segmento, que presenta expediciones científicas y antropológicas a distintos lugares del mundo.
Cienciacierta - Dos apasionados científicos, Luz Violeta y Dardo Win, investigan el mundo de la naturaleza y el cuerpo humano.
Inventia - El mundo de los inventos es presentado por Vicky y sus amigos.
En el sitio web Pakapaka invitamos a los chicos y chicas a contar noticias sobre su escuela, sus amigos o su barrio; a realizar experimentos simples e informar sus resultados; a jugar con una trivia sobre la geografía del país; a diseñar y compartir postales digitales a partir de fotos y dibujos. Los padres podrán disfrutar de todas estas actividades junto a ellos.
Los foros o cualquier otra comunicación que establezcan los chicos y chicas con Pakapaka son públicos y serán moderados por personal de educ.ar.
Pakapaka es un espacio pensado desde las inquietudes, necesidades y deseos de los chicos, pero también involucra a toda una comunidad de adultos comprometidos con la infancia.
Los invitamos a ser parte de Pakapaka y a participar con sus comentarios.
Pakapaka es la franja infantil de Canal Encuentro. Un espacio para que chicos y chicas de entre 7 y 11 años de todo el país se reconozcan, se diviertan y se animen a aprender y a descubrir. En Pakapaka, la voz de los chicos, su espontaneidad y su modo de ver el mundo tienen un lugar central.
Esta franja de programación infantil está organizada en segmentos temáticos de media hora, independientes entre sí pero unidos por un concepto común:
Construimos desde la austeridad, la sencillez y desde el mundo lúdico de los chicos para crear espacios que los inviten a descubrir, a jugar, a aprender, a divertirse y a conocer otros mundos posibles.
Esto implica que los espacios, los objetos y los elementos escenográficos y de vestuario parten de materiales cotidianos y de ideas sencillas; los mismos chicos pueden construirlos luego para sus juegos. Así, el mundo lúdico de los chicos y chicas se convierte en el punto de partida para la creación de un espacio que los invite a formar parte y a identificarse con Pakapaka.
Cada uno de los diez segmentos de Pakapaka tiene, como dijimos, una duración de media hora. Algunos de ellos están presentados por los conductores Renata y Rodolfo, y otros están a cargo de personajes de ficción representados por los mismos actores: Enriqueta y Leandro, Luz Violeta y Dardo Win, entre otros.
Estos son los segmentos de Pakapaka:
En globo por el globo - Renata y Rodolfo hacen un recorrido por lugares y culturas alrededor del mundo.
Feria de variedades - Juan Laguna sin Patos y su asistente Frida despliegan todo el universo del arte.
Calibroscopio - Enriqueta nos invita a escuchar maravillosos cuentos, animados o leídos para los chicos.
Un dibujo muy animado - Es el mágico espacio del mundo de la animación, de la mano de Renata.
Noti Pakapaka - Invita a conocer, recorrer y descubrir todos los rincones de nuestro país.
Tanguemos - Todos los oficios y profesiones encuentran su lugar en este particular encuentro de generaciones.
Aquí estoy yo - Chicos de diferentes lugares del país cuentan sus deseos, sueños, miedos y opiniones.
Misión aventura - Alex Tremo es el intrépido anfitrión de este segmento, que presenta expediciones científicas y antropológicas a distintos lugares del mundo.
Cienciacierta - Dos apasionados científicos, Luz Violeta y Dardo Win, investigan el mundo de la naturaleza y el cuerpo humano.
Inventia - El mundo de los inventos es presentado por Vicky y sus amigos.
En el sitio web Pakapaka invitamos a los chicos y chicas a contar noticias sobre su escuela, sus amigos o su barrio; a realizar experimentos simples e informar sus resultados; a jugar con una trivia sobre la geografía del país; a diseñar y compartir postales digitales a partir de fotos y dibujos. Los padres podrán disfrutar de todas estas actividades junto a ellos.
Los foros o cualquier otra comunicación que establezcan los chicos y chicas con Pakapaka son públicos y serán moderados por personal de educ.ar.
Pakapaka es un espacio pensado desde las inquietudes, necesidades y deseos de los chicos, pero también involucra a toda una comunidad de adultos comprometidos con la infancia.
Los invitamos a ser parte de Pakapaka y a participar con sus comentarios.
Los mejores sitios en Internet para niños
Una serie de recursos de la Web a tener en cuenta en las vacaciones prolongadas, para que los chicos puedan disfrutar y aprender junto a sus padres; desde los clásicos portales de juegos hasta actividades plásticas tales como colorear
Noticias de Tecnología: anterior | siguiente Miércoles 8 de julio de 2009 | 02:12
Ante el receso de las actividades escolares impuesto por las autoridades sanitarias debido a la gripe A, las tareas recreativas de los niños se vieron limitadas. Además, no son unas vacaciones de invierno habituales, ya que las salidas como cine o teatro se restringen.
La televisión, las consolas de videojuegos y los juegos de mesa pasaron a ser los animadores de las tardes de esparcimiento de los más pequeños. Como un recurso más que se debe compartir con los padres, Internet es una opción más que tienen los niños para divertirse y aprender.
Si bien existen varios recursos de juegos disponibles, tales como Minijuegos o el portal de Lego con aplicaciones temáticas relacionadas con Indiana Jones o Star Wars, quizás esto termine siendo repetitivo si ya se cuenta con una consola de videojuegos en casa. Es así que se encuentra Vedoque , un sitio que muestra otras maneras didácticas de disfrutar la web con los niños.
Este portal forma parte de una serie de sitios web que presentó el suplemento Tecnología de LA NACION para ayudar a los chicos con direcciones útiles de Internet. Allí se detallan contenidos como el portal de la NASA para chicos en español , hasta un listado de bibliotecas online.
Una serie de recursos de la Web a tener en cuenta en las vacaciones prolongadas, para que los chicos puedan disfrutar y aprender junto a sus padres; desde los clásicos portales de juegos hasta actividades plásticas tales como colorear
Noticias de Tecnología: anterior | siguiente Miércoles 8 de julio de 2009 | 02:12
Ante el receso de las actividades escolares impuesto por las autoridades sanitarias debido a la gripe A, las tareas recreativas de los niños se vieron limitadas. Además, no son unas vacaciones de invierno habituales, ya que las salidas como cine o teatro se restringen.
La televisión, las consolas de videojuegos y los juegos de mesa pasaron a ser los animadores de las tardes de esparcimiento de los más pequeños. Como un recurso más que se debe compartir con los padres, Internet es una opción más que tienen los niños para divertirse y aprender.
Si bien existen varios recursos de juegos disponibles, tales como Minijuegos o el portal de Lego con aplicaciones temáticas relacionadas con Indiana Jones o Star Wars, quizás esto termine siendo repetitivo si ya se cuenta con una consola de videojuegos en casa. Es así que se encuentra Vedoque , un sitio que muestra otras maneras didácticas de disfrutar la web con los niños.
Este portal forma parte de una serie de sitios web que presentó el suplemento Tecnología de LA NACION para ayudar a los chicos con direcciones útiles de Internet. Allí se detallan contenidos como el portal de la NASA para chicos en español , hasta un listado de bibliotecas online.
Aquí, una selección de los sitios más útiles.
Bibliotecas
Biblioteca del Congreso ( www.bcnbib.gov.ar )
Biblioteca del Docente ( www.buenosaires.gov.ar/areas/educacion/bibleduc/index.php?menu_id=19756 )
Biblioteca Nacional del Maestro ( www.bnm.me.gov.ar )
Biblioteca Nacional ( www.bn.gov.ar )
Biblioteca Virtual Universal ( www.biblioteca.org.ar )
Bibliotecas Nacionales de Iberoamérica ( www.abinia.org )
Biología y ecología
Bio-logia ( www.bio-logia.com.ar )
Dinosaurios ( www.duiops.net/dinos/index.html )
Ecopibes ( www.ecopibes.com )
Hipertextos del área de la Biología ( www.hiperbiologia.net )
Insectarium Virtual ( www.insectariumvirtual.com )
Insectos de Argentina y del mundo ( axxon.com.ar/mus/Insectos.htm )
Mamíferos de la Argentina ( www.cricyt.edu.ar/institutos/iadiza/ojeda/mamarg.htm )
Museo Argentino de Ciencias Naturales ( www.macn.gov.ar/cont_Gral/home.php )
ZooWeb Plus ( www.zoowebplus.com/home/ )
Ciencias exactas en general
Abciencia ( www.abciencia.com.ar )
Ciencia fácil ( www.cienciafacil.com )
Ciencia para chicos ( www.df.uba.ar/users/sgil/tutoriales1/fisica_tutoriales/ciencia/children.htm )
CIENCIAnet ( www.ciencianet.com )
NASA para chicos, en español ( spaceplace.nasa.gov/sp/kids/index.shtml )
Planetario de la Ciudad de Buenos Aires ( www.planetario.gov.ar )
Por qué biotecnología ( www.porquebiotecnologia.com.ar/educacion/index.asp )
Radiokosmos ( www.radiokosmos.org )
Enciclopedias
Encarta ( es.encarta.msn.com )
Kalipedia ( ar.kalipedia.com )
Know ( knol.google.com/k )
Wikipedia ( es.wikipedia.org )
Física
Física Práctica ( www.fisicapractica.com )
FisicaNet ( www.fisicanet.com.ar )
Ventanas al Universo ( www.windows.ucar.edu/spanish.html )
Historia
El Folklore Argentino ( www.elfolkloreargentino.com )
Elhistoriador.com.ar ( www.elhistoriador.com.ar )
Enlaces de historia medieval ( parnaseo.uv.es/Webs/histmediev.html )
Galería de Presidentes Argentinos ( www.casarosada.gov.ar )
Historia del Siglo XX ( www.historiasiglo20.org )
Historiadelpais.com.ar ( www.historiadelpais.com.ar )
Instituto Nacional Sanmartiniano ( www.sanmartiniano.gov.ar )
The roman empire ( www.roman-empire.net )
Tierra de gauchos ( www.tierradegauchos.com )
Todo Argentina ( www.todo-argentina.net/historia/ )
Lengua y literatura
Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes ( www.cervantesvirtual.com )
Diccionario de la Real Academia ( www.rae.es )
Diccionarios y traductores ( www.diccionariostraductores.com )
Diccionarios.com ( www.diccionarios.com )
Dictionary.com ( dictionary.reference.com )
Literatura española medieval y del Renacimiento ( parnaseo.uv.es/lemir.htm )
Literatura.org ( www.literatura.org )
Los poetas ( www.los-poetas.com )
Proyecto Aula ( lenguayliteratura.org/mb /)
Reglas de ortografía ( roble.pntic.mec.es/~msanto1/ortografia/index1.htm )
Wordreference ( www.wordreference.com )
Mapas
Google Maps ( maps.google.com )
Live Maps ( maps.live.com )
Mapas con relieve ( www.shaded-relief.com )
Mapas de las provincias argentinas ( www.igm.gov.ar/descargas/mapas_escolares )
Mapas del mundo ( www.lospaises.com.ar/mundo.htm )
Mapas del mundo ( www.luventicus.org/mapas.html )
Mapas históricos sobre Google Maps ( www.davidrumsey.com/directory/ )
Yahoo Maps ( maps.yahoo.com )
Matemáticas
Ejercitando ( www.ejercitando.com.ar )
Matemáticas sin números ( redescolar.ilce.edu.mx/redescolar/act_permanentes/mate/mate.htm )
Recursosmatematicos.com ( www.recursosmatematicos.com )
Sector Matemática ( www.sectormatematica.cl )
Música
ClassicalNet ( www.classical.net )
El Folklore Argentino ( www.elfolkloreargentino.com )
El portal del tango ( www.elportaldeltango.com )
La historia de la música ( www.corazonistas.com/haro/recursos/hmusica/index.htm )
Medieval Music & Arts Foundation ( www.medieval.org )
The Classical Music Navigator ( www.wku.edu/~smithch/music/index2.htm )
Portales y buscadores
Abchicos.com ( www.abchicos.com.ar )
Aula 365 ( argentina.aula365.com/mi_aula.aspx )
Chicos en Internet ( www.chicoseninternet.com.ar )
Educ.ar ( www.educ.ar )
Educar.org ( www.educar.org )
EducaRed ( www.educared.net )
Educared.org.ar ( www.educared.org.ar )
Escolares.Net ( www.escolares.net )
Gleducar ( wiki.gleducar.org.ar/wiki/Portada )
Ministerio de Educación de la Ciudad de Buenos Aires ( www.buenosaires.gov.ar/areas/educacion/?menu_id=9758 )
Ministerio de Educación de la Nación ( www.me.gov.ar )
Open Directory ( www.dmoz.org/Kids_and_Teens/International/Español/Actividades_escolares /)
Plaza Kids ( www.plazakids.com.ar )
Portal del menor ( www.portaldelmenor.es/escuela.php )
Portal Didáctico ( www.portaldidactico.es )
Proyecto Gutenberg ( www.gutenberg.org )
Red Telemática Educativa Argentina ( www.telar.org )
Secretaría de Cultura de la Nación ( www.cultura.gov.ar )
Ultraguía ( www.ultraguia.com.ar/Gente/UltraPibes.htm )
Química
Historia de la Química ( www.geocities.com/manuvilla2000 /)
Historia de la Química ( www.uv.es/~bertomeu /)
La página de la ciencia ( pagciencia.quimica.unlp.edu.ar )
Tabla periódica según McGraw-Hill ( www.mcgraw-hill.es/bcv/tabla_periodica/mc.html )
WebElements.com ( www.webelements.com )
Software educativo
Educaguía ( www.educaguia.com/software.asp )
Educared ( www.educared.net/mespana_recursos/home_12__esp_1__.html )
Freeware Educativo ( www.educational-freeware.com/language/Spanish.aspx )
Gcompris ( gcompris.net )
Schoolsplay ( www.schoolsplay.org )
Software educativo ( www.juntadeandalucia.es/averroes /)
Varios
Academia Nacional de Geografía ( www.an-geografia.org.ar )
Aplicaciones didácticas ( www.aplicaciones.info )
Artenautas ( artenautas.conaculta.gob.mx/home.php )
Así funciona ( www.asifunciona.com/inicio.htm )
Buenos Aires Antiguo ( www.buenosairesantiguo.com.ar/pagina2.html )
Cámara de Diputados ( www.diputados.gov.ar )
Ciberhabitat ( www.ciberhabitat.gob.mx )
Conversor universal ( www.conversioni.it/index_es.asp )
Dibujos para pintar ( www.dibujosparapintar.com/juegos_educativos.html )
How Stuff Works ( www.howstuffworks.com )
Internet Public Library ( www.ipl.org )
Museos Argentinos ( www.museosargentinos.org.ar )
Ramapo Catskill Library System ( www.rcls.org/deskref /)
Red de Contenidos Digitales del Patrimonio Cultural porteño ( www.acceder.gov.ar )
Senado de la Nación ( www.senado.gov.ar )
Vedoque - juegos educativos en línea ( www.vedoque.com )
Bibliotecas
Biblioteca del Congreso ( www.bcnbib.gov.ar )
Biblioteca del Docente ( www.buenosaires.gov.ar/areas/educacion/bibleduc/index.php?menu_id=19756 )
Biblioteca Nacional del Maestro ( www.bnm.me.gov.ar )
Biblioteca Nacional ( www.bn.gov.ar )
Biblioteca Virtual Universal ( www.biblioteca.org.ar )
Bibliotecas Nacionales de Iberoamérica ( www.abinia.org )
Biología y ecología
Bio-logia ( www.bio-logia.com.ar )
Dinosaurios ( www.duiops.net/dinos/index.html )
Ecopibes ( www.ecopibes.com )
Hipertextos del área de la Biología ( www.hiperbiologia.net )
Insectarium Virtual ( www.insectariumvirtual.com )
Insectos de Argentina y del mundo ( axxon.com.ar/mus/Insectos.htm )
Mamíferos de la Argentina ( www.cricyt.edu.ar/institutos/iadiza/ojeda/mamarg.htm )
Museo Argentino de Ciencias Naturales ( www.macn.gov.ar/cont_Gral/home.php )
ZooWeb Plus ( www.zoowebplus.com/home/ )
Ciencias exactas en general
Abciencia ( www.abciencia.com.ar )
Ciencia fácil ( www.cienciafacil.com )
Ciencia para chicos ( www.df.uba.ar/users/sgil/tutoriales1/fisica_tutoriales/ciencia/children.htm )
CIENCIAnet ( www.ciencianet.com )
NASA para chicos, en español ( spaceplace.nasa.gov/sp/kids/index.shtml )
Planetario de la Ciudad de Buenos Aires ( www.planetario.gov.ar )
Por qué biotecnología ( www.porquebiotecnologia.com.ar/educacion/index.asp )
Radiokosmos ( www.radiokosmos.org )
Enciclopedias
Encarta ( es.encarta.msn.com )
Kalipedia ( ar.kalipedia.com )
Know ( knol.google.com/k )
Wikipedia ( es.wikipedia.org )
Física
Física Práctica ( www.fisicapractica.com )
FisicaNet ( www.fisicanet.com.ar )
Ventanas al Universo ( www.windows.ucar.edu/spanish.html )
Historia
El Folklore Argentino ( www.elfolkloreargentino.com )
Elhistoriador.com.ar ( www.elhistoriador.com.ar )
Enlaces de historia medieval ( parnaseo.uv.es/Webs/histmediev.html )
Galería de Presidentes Argentinos ( www.casarosada.gov.ar )
Historia del Siglo XX ( www.historiasiglo20.org )
Historiadelpais.com.ar ( www.historiadelpais.com.ar )
Instituto Nacional Sanmartiniano ( www.sanmartiniano.gov.ar )
The roman empire ( www.roman-empire.net )
Tierra de gauchos ( www.tierradegauchos.com )
Todo Argentina ( www.todo-argentina.net/historia/ )
Lengua y literatura
Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes ( www.cervantesvirtual.com )
Diccionario de la Real Academia ( www.rae.es )
Diccionarios y traductores ( www.diccionariostraductores.com )
Diccionarios.com ( www.diccionarios.com )
Dictionary.com ( dictionary.reference.com )
Literatura española medieval y del Renacimiento ( parnaseo.uv.es/lemir.htm )
Literatura.org ( www.literatura.org )
Los poetas ( www.los-poetas.com )
Proyecto Aula ( lenguayliteratura.org/mb /)
Reglas de ortografía ( roble.pntic.mec.es/~msanto1/ortografia/index1.htm )
Wordreference ( www.wordreference.com )
Mapas
Google Maps ( maps.google.com )
Live Maps ( maps.live.com )
Mapas con relieve ( www.shaded-relief.com )
Mapas de las provincias argentinas ( www.igm.gov.ar/descargas/mapas_escolares )
Mapas del mundo ( www.lospaises.com.ar/mundo.htm )
Mapas del mundo ( www.luventicus.org/mapas.html )
Mapas históricos sobre Google Maps ( www.davidrumsey.com/directory/ )
Yahoo Maps ( maps.yahoo.com )
Matemáticas
Ejercitando ( www.ejercitando.com.ar )
Matemáticas sin números ( redescolar.ilce.edu.mx/redescolar/act_permanentes/mate/mate.htm )
Recursosmatematicos.com ( www.recursosmatematicos.com )
Sector Matemática ( www.sectormatematica.cl )
Música
ClassicalNet ( www.classical.net )
El Folklore Argentino ( www.elfolkloreargentino.com )
El portal del tango ( www.elportaldeltango.com )
La historia de la música ( www.corazonistas.com/haro/recursos/hmusica/index.htm )
Medieval Music & Arts Foundation ( www.medieval.org )
The Classical Music Navigator ( www.wku.edu/~smithch/music/index2.htm )
Portales y buscadores
Abchicos.com ( www.abchicos.com.ar )
Aula 365 ( argentina.aula365.com/mi_aula.aspx )
Chicos en Internet ( www.chicoseninternet.com.ar )
Educ.ar ( www.educ.ar )
Educar.org ( www.educar.org )
EducaRed ( www.educared.net )
Educared.org.ar ( www.educared.org.ar )
Escolares.Net ( www.escolares.net )
Gleducar ( wiki.gleducar.org.ar/wiki/Portada )
Ministerio de Educación de la Ciudad de Buenos Aires ( www.buenosaires.gov.ar/areas/educacion/?menu_id=9758 )
Ministerio de Educación de la Nación ( www.me.gov.ar )
Open Directory ( www.dmoz.org/Kids_and_Teens/International/Español/Actividades_escolares /)
Plaza Kids ( www.plazakids.com.ar )
Portal del menor ( www.portaldelmenor.es/escuela.php )
Portal Didáctico ( www.portaldidactico.es )
Proyecto Gutenberg ( www.gutenberg.org )
Red Telemática Educativa Argentina ( www.telar.org )
Secretaría de Cultura de la Nación ( www.cultura.gov.ar )
Ultraguía ( www.ultraguia.com.ar/Gente/UltraPibes.htm )
Química
Historia de la Química ( www.geocities.com/manuvilla2000 /)
Historia de la Química ( www.uv.es/~bertomeu /)
La página de la ciencia ( pagciencia.quimica.unlp.edu.ar )
Tabla periódica según McGraw-Hill ( www.mcgraw-hill.es/bcv/tabla_periodica/mc.html )
WebElements.com ( www.webelements.com )
Software educativo
Educaguía ( www.educaguia.com/software.asp )
Educared ( www.educared.net/mespana_recursos/home_12__esp_1__.html )
Freeware Educativo ( www.educational-freeware.com/language/Spanish.aspx )
Gcompris ( gcompris.net )
Schoolsplay ( www.schoolsplay.org )
Software educativo ( www.juntadeandalucia.es/averroes /)
Varios
Academia Nacional de Geografía ( www.an-geografia.org.ar )
Aplicaciones didácticas ( www.aplicaciones.info )
Artenautas ( artenautas.conaculta.gob.mx/home.php )
Así funciona ( www.asifunciona.com/inicio.htm )
Buenos Aires Antiguo ( www.buenosairesantiguo.com.ar/pagina2.html )
Cámara de Diputados ( www.diputados.gov.ar )
Ciberhabitat ( www.ciberhabitat.gob.mx )
Conversor universal ( www.conversioni.it/index_es.asp )
Dibujos para pintar ( www.dibujosparapintar.com/juegos_educativos.html )
How Stuff Works ( www.howstuffworks.com )
Internet Public Library ( www.ipl.org )
Museos Argentinos ( www.museosargentinos.org.ar )
Ramapo Catskill Library System ( www.rcls.org/deskref /)
Red de Contenidos Digitales del Patrimonio Cultural porteño ( www.acceder.gov.ar )
Senado de la Nación ( www.senado.gov.ar )
Vedoque - juegos educativos en línea ( www.vedoque.com )
terça-feira, 7 de julho de 2009
Colegio en Zona Norte
GRAN BUENOS AIRES - SAN ISIDRO (privada)
COLEGIO SAN BENILDO, Av Libertador 17175, San Isidro, 4743-0020
COLEGIO SAN JUÁN NIÑAS, España 348/370, Beccar, 4743-0600/1339
COLEGIO SANTO DOMINGO SAVIO, Tomkinson 1701, Beccar, 4743-1339
COLEGIO MARIA AUXILIADORA, Panama 3274 Tel 4756-2829, Munrro
COLEGIO SAN MIGUEL ARCÁNGEL, José M. Moreno 1221, Villa Adelina, 4766-4157
COLEGIO SAN NICOLAS, Estrada 3329 Tel 4790-9673, San Isidro
COLEGIO SAN JUÁN, Pueyrredón 1499, San isidro
COLEGIO SAN JOSE, Velez Sarfield 450, Martínez
COLEGIO GRAL. J. DE SAN MARTÍN, Figueroa Alcorta 120, Boulogne, 4765-7613
COLEGIO LEONARDO DA VINCI, B de Irigoyen 696 Boulogne Tel 4737-5313
COLEGIO FRANCO ARGENTINO, Lavalle 1067, Martínez, 4792-4628
COLEGIO LABARDEn, Alem 419, San Isidro, 4747-8726
COLEGIO SAN EDUARDO, Quintana 1115, Acassuso, 4792-7674
COLEGIO SANTA MARÍA, Av Libertador 16624, San Isidro, 4743-0050
COLEGIO DE TODOS LOS SANTOS, Thames 1098 Tel 4766-4166, Villa Adelina
COLEGIO PARROQUIAL JUAN XXIII, Beiro 230 Tel 4766-9972, Boulogne
COLEGIO SANTA INÉS, Alem 372, San Isidro, 4743-6402
COLEGIO SAN CARLOS, Libertad 34, Martínez, 4792-2214
COLEGIO SAGRADO CORAZÓN DE JESÚS, Coronel Bogado y Los Ceibos, Boulogne, 4766-7022
COLEGIO CRUZ DEL SUR, Av Tigre 2375, Beccar, 4737-1016
COLEGIO MALINKRODT , Edison 139 Tel 4792-7111, Martínez
COLEGIO SANTA TRINIDAD, N. Avellaneda 450, San Isidro,
COLEGIO SANTA TERESA DEL NIÑO JESÚS, Rodriguez Peña 765, Martínez, 4798-8620
COLEGIO ALESSANDRO MANZONI, Soldado de Malvinas 2255, Villa Adelina, 4765-8473/4766-7398
COLEGIO SAN CAYETANO, Dean Funes 950, Villa Adelina 4766-2195
COLEGIO NUESTRA SEÑORA DE LA UNIDAD, Belgrano 685, san Isidro, 4743-2318/2323
COLEGIO NUEVO DE LAS LOMAS, Av C Allevi 2333 Tel 4719-5178, San Isidro
COLEGIO SAN JORGE, Don Bosco 159, San Isidro, 4747-5177
COLEGIO SAN PATRICIO, Gral. Güemes 318, Acassuso, 4792-5037
COLEGIO SANTA ISABEL, Diego Palma 251, San Isidro, 4743-5832
COLEGIO NUESTRA SRA. DE LOURDES, Maestro Santana 1551, Beccar, 4742-1551
COLEGIO FLORENCIA NIGHTINGALE Vuelta de Obligado 514, Acassuso, 4742-5206
COLEGIO CARDENAL SPINOLA, Maestro Santana 349, 4743-0394
ESCUELA DE NUESTRO TIEMPO, Los plátanos 1634/54, Villa Adelina, 4766-3839/ 4763-7948
ESCUELA DE NIVELACIÓN MELODÍA, Sucre 301, Boulogne, 4765-6515
ESCUELA PRIMARIA PIAGET, M. Alberti 546, San Isidro, 4747-6709
ESCUELA GRAL. MARTIN DE GÜEMES, Esquiú 2821, Boulogne, 4766-0360
ESCUELA MALVINAS ARGENTINAS, Julián Navarro2010, Baccar, 4747-3888
INSTITUTO LAGO ARGENTINO, 3 de Febrero 620, San Isidro, 4747-6409
INSTITUTO MARTÍN Y OMAR, Inicial Alte.Brown 275 4743-9298 San Isidro, EGB y Polim. 25 de Mayo 170 4743-6888 San Isidro, www.martinyomar.edu.ar . info@martinyomar.edu.ar
INSTITUTO CERVANTES, Pichincha 250, Boulogne, 4766-4363
INSTITUTO EDUCACIONAL NACIONES UNIDAS, Fleming 973 Tel 4717-1844, Martínez
INSTITUTO 25 DE MAYO, Salguero 1555, Boulogne, 4766-3930
COLEGIO PARROQUIAL NTRA. SEÑORA REFUGIO DE PECADORES, Fig. Alcorta 481, Boulogne, 4766-7951
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Colegios
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COLEGIO MARIA AUXILIADORA, Panama 3274 Tel 4756-2829, Munrro
COLEGIO SAN MIGUEL ARCÁNGEL, José M. Moreno 1221, Villa Adelina, 4766-4157
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COLEGIO SAN JUÁN, Pueyrredón 1499, San isidro
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COLEGIO LEONARDO DA VINCI, B de Irigoyen 696 Boulogne Tel 4737-5313
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COLEGIO LABARDEn, Alem 419, San Isidro, 4747-8726
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ESCUELA DE NUESTRO TIEMPO, Los plátanos 1634/54, Villa Adelina, 4766-3839/ 4763-7948
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INSTITUTO MARTÍN Y OMAR, Inicial Alte.Brown 275 4743-9298 San Isidro, EGB y Polim. 25 de Mayo 170 4743-6888 San Isidro, www.martinyomar.edu.ar . info@martinyomar.edu.ar
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Colegios
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A criança-adulto e o adulto-criança: a Pedagogia Waldorf e a media literacy como perspectivas
El niño-adulto y el adulto-niño: la Pedagogia Waldorf y la media literacy como perspectivas
Com uma leitura analítica, este trabalho pretende enriquecer a discussão a cerca do surgimento de uma nova fase no desenvolvimento humano, e que Postman chama de criança-adulto e adulto-criança, bem como o papel dos meios de comunicação. E, aprofundando-se, analisar a Pedagogia Waldorf e a media literacy como perspectivas diante desse processo.
Palavras-Chave: infância; Pedagogia Waldorf; media literacy
Resumen Con una lectura analítica, este trabajo tiene como objetivo enriquecer el debate acerca de la aparición de una nueva etapa en el desarrollo humano, que Postman llama niño-adulto y adulto-niño y el papel de los medios de comunicación. Y, además, examinar la Pedagogía Waldorf y la media literacy como perspectivas de este proceso. Palabras clave: infancia; Pedagogia Waldorf; media literacy
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Introdução A leitura de autores como Ariès e Postman nos remete a uma reflexão sobre o significado e os indicadores simbólicos do “ser criança” na atualidade. Por outro lado, nos remete também a uma necessidade de questionar a comunicação. Ao confrontar estes dois aspectos, criança e comunicação, encontramos duas visões antagônicas – mas ao mesmo tempo complementares – que buscam reverter o processo de adultização da infância. Uma delas é a pedagogia Waldorf. As escolas Waldorf, que representam na ciência antroposófica de Rudolf Steiner a ligação entre a prática social e a prática pedagógica de sua teoria, evidenciam a atualidade do seu pensamento. Ao analisar teoria e prática, descobrimos mais que a proposta de um novo caminho de cognição, mas um ensino baseado no desenvolvimento da criatividade, responsável pela formação de um ser humano harmônico - diante de uma sociedade cada vez mais mutável. E, para isso, umas das premissas da pedagogia Waldorf – e um dos objetos de estudo fundamentais deste trabalho – refere-se ao fato dela considerar importante que se evite ao máximo o contato da criança com os meios eletrônicos até a puberdade (ou 3º setênio, como veremos adiante). Pelo caminho oposto, a outra visão é a da media literacy. Neste estudo, analisamos como esta prática pedagógica é aplicada na sociedade americana e como ela pretende desenvolver nos alunos uma visão crítica perante os meios, possibilitando a apropriação dos mesmos para a produção de suas próprias mensagens. Criança-Adulto e Adulto-Criança Um dos principais engenheiros da noção moderna de infância foi o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau. Ainda no século XVIII, Rousseau já escrevia em seu clássico trabalho Emílio: “A infância tem seu próprio modo de ver, pensar e sentir, e nada é mais tolo do que tentar substituir o que é deles pelo que é nosso.” [ROUSSEAU, 1957 Apud ELKIND, 1981].
Para Philippe Ariès [1975], que situa sua obra, precursora do campo que ficou conhecido como história da infância, na chamada “história nova” - corrente que se dedica ao estudo do cotidiano e da mentalidade dos homens comuns - o sentimento de infância, tal como um estágio específico do desenvolvimento do ser humano, está
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ausente até o fim da Idade Média e vem aparecer diante de uma necessidade sócio-cultural. Neil Postman [1999], cujo trabalho é subseqüente ao de Ariès, defende a idéia de que a infância vem desaparecendo. Ele analisa o papel dos meios de comunicação no processo de socialização e, em particular, como, segundo ele, a prensa tipográfica criou a idéia de infância e como a mídia eletrônica a faz desaparecer. Para Postman, a idéia de infância é sustentada por um tripé: a educação, a vergonha, a capacidade de ler e escrever. Segundo ele, com a invenção da prensa tipográfica no século XV, que conseqüentemente viabilizou uma popularização da escrita, surgiu a necessidade de uma diferenciação entre aqueles que lêem e os que não lêem; surgiu a necessidade de uma instituição, além da família e da Igreja, responsável pela alfabetização; surgiu a necessidade de uma fase que precedia a leitura e a escrita, que precedia o acesso aos segredos da idade adulta: a infância. Postman, citando Arnheim, Heilbroner e Barthes, afirma posteriormente que a revolução midiática, com a fotografia, o cinema e finalmente a televisão, “contribuiu para uma mudança radical no estatuto da infância. Pois estão falando do aparecimento de um mundo simbólico que não pode sustentar as hierarquias sociais e intelectuais que tornam a infância possível.” [POSTMAN, 1999, p. 88] Detendo-se especificamente aos efeitos da TV, Postman afirma que ela destrói a linha divisória entre infância e idade adulta em três pontos, todos relacionados com sua acessibilidade indiferenciada: “primeiro, porque não requer treinamento para apreender sua forma; segundo porque não faz exigências complexas nem à mente nem ao comportamento; e terceiro porque não segrega seu público.” A televisão recria as condições de comunicação que existiam nos séculos XIV e XV. Este ambiente midiático fornece a todos, simultaneamente, a mesma informação, sendo “impossível reter quaisquer segredos. Sem segredos, evidentemente, não pode haver uma coisa como infância.” [POSTMAN, 1999, p. 94] Então, enquanto a infância não chega ao seu completo “desaparecimento”, autores defendem o surgimento de novas fases no desenvolvimento humano: a criança-adulto e o adulto-criança.
A criança-adulto é a criança forçada a assumir os adornos físicos, psicológicos e sociais do estado adulto antes de estar preparada. David Elkind [1981] usa a definição criança apressada, apressada tanto pelos pais que preferem acelerar o crescimento e
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amadurecimento dos seus filhos diante da cada vez mais difícil tarefa de educar, quanto pelo enfraquecimento da autoridade de adultos que perderam o controle sobre o ambiente informacional dos jovens. Postman defende ainda um novo estágio no desenvolvimento humano, o adulto-criança. Para ele, a sociedade caminha para a existência de três etapas da vida: num extremo, os recém-nascidos; no outro, os senis; no meio o adulto-criança. “O adulto-criança pode ser definido como um adulto cujas potencialidades intelectuais e emocionais não se realizaram e, sobretudo, não são significativamente diferentes daquelas associadas às crianças.” [POSTMAN, 1999, p. 133] Apesar de seu radicalismo, pode-se perceber que atualmente é difícil distinguir entre gosto adulto e gosto infanto-juvenil, seja no vestuário, na música, no entretenimento. Desta forma, à medida que a idéia de infância diminui, diminuem com ela seus indicadores simbólicos. O esconde-esconde já era praticado há mais de dois mil anos na grega Atenas. Hoje, o jogo está desaparecendo do repertório de brincadeiras. O que era chamado de jogo infantil, aquele jogado apenas por prazer, em qualquer espaço e com qualquer equipamento disponível, está cada vez mais raro. Essa diversão é substituída pela TV, internet, jogos eletrônicos quase sempre baseados em violência, também indicativos de um comportamento adulto. Isto porque se acredita que os anos de infância não podem ser esbanjados em atividades meramente de diversão. Ao contrário, devem ser aproveitados para o aperfeiçoamento de especializações e habilidades que são as mesmas dos adultos, como em aulas de judô, esportes, inglês, informática. Para Postman, à medida que os pressupostos tradicionais sobre a singularidade das crianças vão desaparecendo, desaparece também a idéia de brincar por brincar, e surge o brincar com algum propósito externo, seja para acelerar os estudos, seja por renome, dinheiro, condicionamento físico, ascensão social, orgulho nacional. O Papel dos Meios de Comunicação
O estudo Televisão, Criança e Imaginário: Contribuições para a Integração Escola - Universidade – Sociedade [1997], coordenado por Elza Dias Pacheco, tem como uma de suas conclusões finais que uma das causas das críticas feitas à televisão
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vem do conceito errôneo de comunicação, em que se ignora a individualidade do receptor e o processo simbólico de mediação que se estabelece. Por um momento esta afirmação desencorajou este trabalho, que se destina, fundamentalmente, a uma análise crítica dos efeitos dos meios de comunicação no ser infantil. Entretanto, justamente o que se pretende ressaltar é a individualidade deste receptor em desenvolvimento. Este estudo concorda que a criança é um ser histórico que recria a informação recebida segundo suas experiências. Mas não se pode ignorar como os meios de comunicação vêm substituindo relações interpessoais, sejam de aprendizagem, sejam de socialização. Portanto, ao substituir o meio, o emissor da mensagem, a própria mensagem e ignorar as especificidades do receptor, distorcem o processo comunicacional que, segundo Vygotsky [1988], é o fator de maior peso nas interações sociais que viabilizam as funções complexas do pensamento e o desenvolvimento infantil. De qualquer forma, parafraseando Umberto Eco [2001], apocalípticos e integrados concordam que a televisão é peça principal da casa, seja como simples pano de fundo para as atividades do dia-a-dia, seja como meio de entretenimento e informação, seja como “babá eletrônica”. Amparada na atualidade pela internet e pelos jogos eletrônicos, o fato é que, com a retirada das crianças dos espaços de interação social e cultural fora de casa, e isto devido a questões modernas como tempo e segurança - Castro [1999] usa o termo “condição urbana de enclausuramento doméstico” - o lazer central de seu cotidiano está no contato com meios eletrônicos. “Assim, impossibilitadas de fazer contato com o real, as crianças passam das atividades de criação para as atividades de recepção do produto cultural que lhes é oferecido como objeto acabado. É a cultura da substituição do real pelo simbólico...” [PACHECO, 1991 apud GOMES, sem data, p.07] Na Psicologia do Desenvolvimento, podemos citar novamente Vygotsky [1988], para quem o aprendizado é concebido como um processo de troca, e que ressalta a importância da experiência partilhada e do diálogo.
Para demonstrar a relevância das interações sociais no desenvolvimento cognitivo, Vygotsky usa o termo Zona de Desenvolvimento Proximal. Resumidamente, esta zona está entre a Zona de Desenvolvimento Real e a Zona de Desenvolvimento Potencial, e representa a distância entre o que a criança aprende espontaneamente e aquilo que ela realiza com ajuda do meio ou de outros, representa um processo interpessoal ou social que se transforma em um processo intrapessoal ou psíquico. Para exemplificar o conceito, usaremos mais uma vez o ato de brincar. Já foi citada a importância deste como indicador simbólico de infância, mas, aprofundando-se, para
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Vygotsky [1988] as interações possibilitadas pelo brinquedo promovem a interiorização do real e, como conseqüência, o desenvolvimento cognitivo. Ao brincar, a atuação do imaginário cria uma Zona de Desenvolvimento Proximal, uma vez que a criança reproduz regras e vivencia princípios que percebe da realidade; ela se projeta nas atividades adultas, imitando atitudes, valores e hábitos. Como, desta forma, a criança se comporta de um modo que não está de acordo com o habitual para sua idade, ela própria reconhece o ato como brincadeira ou “de mentira”. Entretanto, isto não pode ser usado para amenizar ou justificar o gosto infantil por jogos com uso de violência ou brinquedos que estimulem a erotização, por exemplo, uma vez que, como dito, a criança ao brincar está transportando para o psíquico suas percepções de mundo e sociedade. Complementando, segundo PACHECO [2000], o discurso publicitário oferecido ao público infantil obedece a dois eixos narrativos: o primeiro seria a vida passada, presente e prospecções de futuro; o segundo seria o próprio cotidiano da criança, no qual ela estabelece relações pessoais e sociais. Desta forma, como a criança imita e brinca com o que percebe de seu dia-a-dia, este discurso é, parcialmente (e aqui depende do quanto a mídia é para ela sua percepção de realidade social), responsável pela formação de seus valores normativos de comportamento, ou seja, exerce a autoridade adultocêntrica, através de categorias semânticas. Pesquisas empíricas têm questionado a idéia de um receptor passivo. Segundo Orozco [OROZCO, 1991b apud GOMES, sem data], foi medida a quantidade de esforço mental investido pelas crianças enquanto vêem televisão, demonstrando que este esforço se dá em três níveis: atenção-percepção, assimilação-compreensão e apropriação-significação, não necessariamente seqüenciais. O fato de que nenhum destes esforços cognitivos necessariamente tenha que seguir uma seqüência linear, implica que sua articulação não é por lógica, senão por associações, e por definição as associações são produzidas, supõem uma aprendizagem e portanto implicam uma atividade mental, ainda que pareçam automáticas. [OROZCO, 1990, p. 35 apud GOMES, sem data] O autor adiciona ainda que já se admite em estudos críticos recentes de recepção, que esta começa bem antes e acaba bem depois do momento em que se dá o contato direto com os meios; a recepção transcende e funde-se com as práticas cotidianas dos receptores, lugar em que os significados e sentidos são negociados e se realiza sua apropriação e resistência. [OROZCO, 1991b apud GOMES, sem data]
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Entretanto, Setzer [2005] cita pesquisas sobre efeitos neurofisiológicos da TV, usando o movimento dos olhos e o eletroencefalograma (Krugman, 1971, Emery&Emery, 1976, Walker, 1980), para embasar sua afirmação de que, em contato com esse meio de comunicação, a pessoa, normalmente em 30 segundos, entra em um estado de desatenção, de sonolência, de semi-hipnose, chamado inércia de atenção. Setzer cita ainda Jane Haley [1990], ao justificar esse estado mental como uma reação neurológica aos estímulos visuais exagerados e contínuos. “O piscar da imagem, o ambiente em penumbra e a passividade física do telespectador, especialmente seu olhar fixo, fazem com que o cenário seja semelhante a uma sessão de hipnose.” [SETZER, 2005] O autor adiciona ainda que, com ações inativas e pensamentos abafados, restam os sentimentos, explorados pelas emissoras como a forma para que o telespectador não passe “do estado de sonolência para o sono profundo” [SETZER, 2005]. Esse efeito justificaria ainda a constante mudança de imagens (zoom, mudança de câmera, superposição de imagens, aparecimento de palavras na tela, mudança não natural de voz), que ao lado da excitação necessária dos sentimentos fazem com que tudo que a TV transmita seja transformado em um show. De qualquer forma, retomando ao fato dos meios de comunicação não oferecerem restrição ao acesso às informações, percebem-se, então, crianças que recebem respostas para perguntas que seu imaginário ainda não questiona; crianças que passam a confiar e a respeitar regras e informações da pedagogia do mass media [CASTRO, 1999 apud SILVEIRA, sem data] mais do que a autoridade de instituições como a família e a escola. Outra conclusão do estudo de Elza D. Pacheco [1997] é “Não há uma relação de causa e efeito entre a violência das narrativas televisivas e os comportamentos anti-sociais e até sádicos de algumas crianças”. Não que seja trivial a questão se a violência retratada na mídia com tanta realidade induz à violência nas crianças ou não, mas talvez mais importante, em um primeiro momento, seja a discussão de até que ponto, quando exposta cedo demais a esse tipo de conhecimento, a criança perde a confiança no discernimento e autoridade adulta do que é certo e errado; graças à crença de que os adultos têm esta consciência maniqueísta, como diz Bruno Bettelheim [1980], as crianças podem desenvolver sentimentos positivos sobre si mesmas, o que lhes dá força para manter sua racionalidade que, por sua vez, irá sustentá-las na adversidade.
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Apesar disso, Bettelheim defende que as crianças não devem ser protegidas de todo e qualquer conhecimento da violência ou degeneração moral dos adultos. Para ele, é na transmissão desse tipo de conhecimento, o de revelar a existência do mal, sem traumas, que está o papel dos contos de fadas. Isso não quer dizer que o mal seja apresentado isento de atrações. Pelo contrário, como se pode perceber na casa feita de doces em João e Maria, na bela madrasta de Branca de Neve, no poder da fada má de Bela Adormecida. Isto porque, nos contos de fadas, a moralidade não está na punição do mal, que sempre perde, mas na busca da reflexão de que o crime não compensa, no herói que se torna mais atraente para a criança, a qual se identifica com ele e com suas lutas. A Pedagogia Waldorf No início do século XX, Rudolf Steiner, filósofo austríaco, cientista e artista, desenvolve uma pedagogia com base na antroposofia, ciência empírica – não religiosa - que se baseia em uma visão peculiar do Universo e do Homem. De acordo com a concepção antroposófica, o ser humano é um ser físico, anímico e espiritual, cuja educação não deve ter por objetivo apenas o ensinar, mas o de fazer com que ele cresça e complete sua maturação orgânica de forma equilibrada, favorecendo o desenvolvimento harmônico e sadio do querer, sentir e pensar. Segundo a Antroposofia, a vida humana não decorre de forma linear, mas em ciclos de aproximadamente sete anos – os setênios. Portanto, até os vinte e um anos – para Steiner, idade limite para o estudo da educação – a antroposofia considera que a criança passa por quatro nascimentos: - ao nascer - aos 07 anos (escolaridade) - aos 14 anos (puberdade) - aos 21 anos (maturidade) Vejamos abaixo características particulares de cada setênio. O Primeiro Setênio: Infância
Nos primeiros sete anos a criança está voltada para o seu pleno desenvolvimento orgânico e, desta forma, ela é entregue, principalmente, a seus processos vitais, como a alimentação, o metabolismo, o sono. É necessário que todos os sentidos sejam
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estimulados naturalmente, cuidando-se da naturalidade do som, da cor, dos materiais, da alimentação, do calor. O jardim de infância deve trazer a criança a um ambiente que seja uma extensão do lar. Esse cuidado dar-lhe-á o alicerce para o futuro, fortalecendo-lhe a vontade e o querer que se manifesta por meio das ações. De fato, toda criança pequena, em uma atividade sadia, é um ser de ação. Portanto, todo aprendizado deve dirigir-se primeiro a esta vontade / querer, depois ao sentimento para só então chegar ao intelecto, mediante a elaboração de conceitos. A permeabilidade da criança ao que se encontra ao redor dela é a principal característica do primeiro setênio. Nesse período, ela aprende por imitação. Em um primeiro momento, uma imitação inconsciente, mas que depois se torna mais consciente (a criança imita a mãe, brinca de vendedor, de médico, etc.). O Segundo Setênio – Juventude É a fase marcada pelo desenvolvimento intenso de qualidades como o sentimento, a fantasia, a emotividade. Com esta predominância do sentir, a visão que a criança tem do mundo não se baseia em seu conteúdo conceitual, mas pelo seu aspecto estético e pela configuração dos seus fenômenos. A criança quer imagens e, desta forma, qualquer matéria escolar deve-lhe ser apresentada primeiro sob a forma de imagens, de modo que trabalhe com os sentimentos da criança e apele para sua fantasia criadora. O princípio pedagógico do segundo setênio é a autoridade. Nesta fase, com a predominância do sentimento, a criança busca figuras ideais para adorar. Portanto, o educador deve ser respeitado como autoridade na base do amor e da admiração. “Se não tiver a sorte de ter pais e professores que saibam assumir essa função, o jovem, frustrado em seu íntimo, procurará seus ideais e autoridade nos filmes, nos „heróis‟ da TV ou em colegas um pouco mais velhos. (...) O jovem até os catorze anos é um idealista.” [LANZ, 1979] O segundo setênio culmina, então, com a puberdade, trazendo, além do amadurecimento físico, uma profunda transformação psíquica e mental. O Terceiro Setênio – Adolescência
O que era evitado fazer nos setênios anteriores, isto é, estimular uma consciência prática, torna-se agora primordial, em busca de uma harmonização do querer, do sentir e do pensar.
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Entretanto, o princípio pedagógico da autoridade, fundamental para o segundo setênio, deixa de ter valor; ao contrário, invocar qualquer autoridade sem possuir justificativa para isso provoca atitude de revolta. O terceiro setênio não se realiza sem lutas ou crises, sendo a turbulência da puberdade e dos anos seguintes um aspecto exterior dessas crises. Com a riqueza da vida sentimental do segundo setênio sendo dirigida de forma harmoniosa, na puberdade o erotismo é visto como a plenitude dos sentimentos entre duas individualidades. Para a antroposofia, em uma sociedade que, por motivos comerciais ou por outros, enfatiza o sexo e trata abertamente da questão “amor = sexo” ou “sexo = amor”, esta plenitude não existe e o erotismo assume uma importância doentia e anormal. A Pedagogia Waldorf – O Ensino para Vida Desenvolvimento cognitivo para Vygotsky [1988], alimento anímico para a pedagogia Waldorf. De qualquer forma, brincar é o conteúdo principal da vida pré-escolar. Brincar é coisa séria para a criança, pois, segundo Steiner, permite-lhe dar livre curso à fantasia e aos impulsos da imaginação. Portanto, o brinquedo deve ser um estímulo à fantasia, e não um produto acabado. A pedagogia Waldorf estimula o brincar com produtos confeccionados com produtos naturais, como madeira, algodão ou lã, muitas vezes feitos pelas próprias crianças. Nesta fase, como já dito, elas criam seu mundo de imitações, e os brinquedos devem contribuir a estas transformações imaginativas: blocos de madeira que possam ser carros ou casas, bonecas de pano, brinquedos que sejam movidos por elas, não elétricos. Por isso, brinquedos de plástico não são recomendados, considerados “imagem da produção em massa”. “Sempre digo que, uma vez, um amigo comprou o computador mais potente para o filho. Tirou da caixa e ele nem quis saber da máquina. Preferiu brincar com a caixa.” [SETZER, 2004] A questão dos meios de comunicação
A pedagogia Waldorf, como já dito, se propõe a formação de seres humanos que desenvolvam harmoniosamente tanto a vontade, o sentimento quanto o intelecto. Para tanto, prega o desenvolvimento da fantasia, da criatividade, dos sentidos e dos meios para o seu relacionamento com o mundo. Aliás, segundo a antroposofia, o jovem terá
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uma vivência tanto mais intensa e mais rica do mundo quanto mais agudos os seus sentidos, quanto maior a sua capacidade de observar. Desta forma, um meio de comunicação que ao invés de trazer o mundo real traz uma imagem de mentira, em uma luz irreal, dentro de um espaço falso, com pseudomovimentos, com um som irreal, e tudo em um tempo igualmente falso não cabe nesta pedagogia. No caso da TV, a exposição a um número excessivo de imagens que se sucedem com demasiada rapidez faz com que a criança, incapaz de assimilá-las, passe a sofrer de “indigestão sensorial e mental”, de um “embrutecimento dos sentidos e das faculdades perceptivas”, o que leva a uma “atrofia da criatividade, o aumento da passividade, além de um alheamento crescente”. [LANZ, 1979, p. 133, 134] Recentemente foi veiculado um comercial da marca de antenas parabólicas Century, no qual um renomado ator de telenovelas emprestou sua credibilidade na defesa de que a televisão leva a todos conhecimentos e imagens que não poderiam adquirir de outra forma (“Century, o Brasil se liga aqui”). Entretanto, segundo a visão de desenvolvimento infantil da pedagogia Waldorf, a televisão não assume esse caráter social. Pelo contrário, a televisão aliena a criança; ao invés de dar e receber constantemente, em um intercâmbio de ações e reações, de impressões e de atos, ela tem um mundo pronto e ilusório que fica, contraditoriamente, longe dela. A criança vê um espetáculo, mas não participa dele. Como também já visto, ela é um ser que imita e que aprende através de imitações. No primeiro setênio, ela é indefesa contra a penetração do mundo que os meios de comunicação transmitem. No segundo setênio, o problema não diminui, pois nesta fase as crianças têm a tendência de identificar-se, principalmente pelos sentimentos, com aquilo que se passa em seu ambiente, na busca inconsciente da formação de seus valores éticos, intelectuais, sociais. Não possuindo consciência o bastante para fazer escolhas, elas veneram e imitam esse mundo com o qual desejam identificar-se. E neste sentido podem-se incluir inúmeras justificativas de por que a antroposofia é contra os meios de comunicação, especialmente a TV, como o culto ao erotismo e à agressividade. [LANZ, 1979]
Por este e outros motivos a pedagogia Waldorf defende que, pelo menos até o fim do segundo setênio, “os pais responsáveis deveriam, por todos os meios, conseguir que as crianças não assistam TV.” [LANZ, 1979, p. 138]. Mas, como ressalta, não apenas proibir a televisão, mas substituí-la. A criança que não assiste televisão não fica alheada; mesmo sem ela, o mundo chega à criança com intensidade. A antroposofia
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questiona se é realmente necessário esse impacto constante de informações, se não seria melhor preparar as crianças de uma maneira que possam enfrentar o mundo, e quiçá fazê-lo melhor, em lugar de permitir que o mundo os forme. As experiências em escolas Waldorf têm demonstrado que, ao invés de ficarem alheadas, as crianças passam a se interessar mais por leitura de livros e jornais, meios de transmissão de informação que exigem uma maior atividade delas, estimulando a imaginação e a criatividade. A TV, os vídeos, o computador, fazem com que os pais abdiquem da sua tarefa de educadores. “Elas ficam silenciosas, não atrapalham, e deixam o tempo livre para os pais fazerem outra coisa. Isto gera, neles, certo comodismo (...)” [LANZ, 1979]. A antroposofia considera que essa mudança de atitude implica em uma tomada de consciência e em um grande esforço. Mas questiona: “quem poderá esperar que a educação dos filhos não exija certo esforço?” É necessário esclarecer, entretanto, que a pedagogia Waldorf não é contra a tecnologia e ao seu uso. Pelo contrário, defendem que as matérias científicas e humanas têm o mesmo peso, por isso o conhecimento e a compreensão das tecnologias são essenciais para o homem. E a informática está inserida nesse processo. Desta forma, a partir do terceiro setênio, são incluídas aulas de informática em seu currículo. Entretanto, mais do que ensinar a utilizar os comandos do computador, as aulas pretendem transmitir seus elementos básicos e tornar transparentes os princípios do seu funcionamento. A media literacy
O já citado estudo de Elza Dias Pacheco [1997] tem como outra de suas conclusões “A TV comercial pode e deve ser utilizada como meio didático já que através dela a criança recebe muita informação”. Mais do que isso, conclui que a influência dos meios de comunicação dependerá da forma como estes são utilizados; portanto, deve ser ensinada às crianças uma espécie de leitura crítica, levando-as a avaliar a fidedignidade e veracidade da informação, decodificando-a a partir das experiências e necessidades especiais.
Nos Estados Unidos, onde a Indústria da Comunicação movimenta mais de 700 bilhões de dólares por ano (só na área de publicidade circulam cerca de 160 bilhões anuais) [TRIANO, 1997 apud SOARES, 2000], essa “leitura crítica” de que fala Pacheco é chamada de media literacy. Projetos voltados para a educação para os meios
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são parte do currículo de escolas americanas desde a década de 70, época em que receberam grande investimento do governo. Nos anos 90, com a popularização do vídeo e da Internet, a media literacy como prática educativa ganha nova força, já sob um paradigma mais aberto a explorações, análises e produções de mensagens pelos próprios estudantes. Agora, apesar de abordagens mais ou menos distintas por cada estado americano, resumidamente, a media literacy segue alguns princípios e objetivos: que os alunos reconheçam o poder de influência dos meios; que os alunos descubram como a apresentação da informação pelos meios depende dos fatores sociopolíticos em que os fatos se dão; identifiquem os efeitos da violência transmitidos pelos meios e reconheçam as tentativas de manipulação e os estereótipos com que os veículos de comunicação trabalham; tirem conclusões a respeito da relação de causa-efeito entre a ação dos meios e a resposta dos usuários; que os alunos sejam capazes de tomar conta de sua própria relação com os meios; que os alunos se tornem membros bem-informados e ativos de sua própria comunidade; sejam capazes de pensar de forma crítica, criativa e reflexiva; que os alunos sejam capazes de usar os recursos da comunicação, produzindo suas próprias mensagens. Entretanto, o grande obstáculo à concretização dos objetivos da media literacy está na deficiência ou quase inexistente formação de educadores para lidar com o assunto [KUBEY & BAKER, 1999 apud SOARES, 2000]. Isso porque se faz necessário, para Soares, um educador capaz de enxergar a media literacy sob uma perspectiva multidisciplinar; deixar de considerá-lo como um campo de defesa contra os meios de comunicação para converter-se em campo de construção e uso dos próprios meios. Todas as disciplinas devem repensar seus conteúdos e metodologias, com também as formas de relacionamento entre as pessoas envolvidas no espaço escolar, uma vez que o que está em discussão é, fundamentalmente, o processo de comunicação. O Channel One
Um exemplo das aplicações da media literacy pode ser observado no Channel One. Channel One é um projeto voltado a oferecer, via satélite, um noticiário diário comentado, em um programa financeiramente sustentado por comerciais, na razão de dois minutos de anúncios publicitários para cada dez minutos de informação. Atualmente, o programa é apresentado em 350.000 salas-de-aula norte-americanas, chegando a abranger mais de 25% das suas escolas. O Channel One é voltado aos
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adolescentes e, em seu lançamento em 1990, pretendia atingir um público vinte vezes maior que o da MTV. Apesar de tamanha abrangência, o programa recebe muitas críticas, principalmente quanto ao fato de interesses mercadológicos estarem inseridos em um produto explicitamente educacional. Além disso, segundo um artigo publicado no jornal Pediatrics [2006], o Channel One leva informações a um “captive audience”, ou seja, a um público que entra em contato com a publicidade de produtos porque é obrigado (no caso pelo sistema de ensino) e não porque, necessariamente, tem interesse. O que é preocupante nisso é, por exemplo, como aponta o mesmo estudo, o fato de nos três meses de pesquisa os estudantes terem adquirido, em média 2,5 itens de um total de 11 listados e anunciados no programa; 30% deles, ao ver os anúncios, quiseram comprar os produtos e 20% disseram que realmente o fizeram. Mesmo o principal argumento dos defensores do Channel One, o fato de o programa aumentar o conhecimento e o interesse dos alunos quanto a assuntos da atualidade, foi apontado pela pesquisa como gerador de pequenos efeitos positivos. Entretanto, o Channel One quando associado à inserção no currículo escolar de programas de media literacy, seus benefícios potenciais são ampliados, uma vez que constatou-se um aumento na memorização do conteúdo programático, além de um maior ceticismo em relação ao que foi apresentado pelo meio de comunicação, principalmente em relação a propaganda de álcool e tabaco. O que está em jogo é um projeto de educação que se preocupe com a formação das jovens gerações colocando-as em confronto com o sistema de meios enquanto produtores de cultura, levando os próprios educandos a interagir como sujeitos, a partir de objetivos condizentes com sua condição não apenas de consumidores dos meios, mas principalmente de autores de sua própria história. [SOARES, 2000, p. 84] Considerações Finais Após completa essa análise sobre meios de comunicação e adultização da infância, algumas considerações precisam ser feitas.
No início, quando foi decidido que seriam objetos de estudo a pedagogia Waldorf e a media literacy, esperou-se analisar duas visões antagônicas a cerca dos efeitos da mídia na infância. Ora, uma visão defende que a criança só está preparada cognitivamente para o acesso a meios eletrônicos após a puberdade, enquanto a outra defende sua inserção e análise na sala de aula. Procurou-se esclarecer que a pedagogia
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Waldorf não é contra os meios de comunicação, sendo que ela própria oferece aulas de informática e os utiliza para enriquecer as aulas – no ensino médio. A media literacy representa, mais que o uso de recursos audiovisuais na sala de aula, uma preocupação em relação ao que a criança e o adolescente absorvem da mídia e, por isso, oferece o estímulo à análise crítica e à apropriação dos meios para a construção de suas próprias mensagens. A Pedagogia Waldorf considera que essa “leitura crítica”, essa capacidade de “avaliar a fidedignidade e veracidade da informação” são justamente atitudes não infantis; e que a TV não pode ser considerada realmente educativa, uma vez que a educação é contextual, lenta e interativa [Setzer, 2005]. Mas, e depois dos catorze anos? Portanto, a sensação que fica é de complementaridade. Ao criticar e por vezes ter a coragem de negar a comunicação não significa ser contra ou querer destruí-la. Pelo contrário, como a interação com os meios de comunicação estará presente, de uma maneira ou de outra, na vida e no desenvolvimento dos indivíduos, apenas desejam transformá-la, colocando-a a serviço do que realmente beneficia o homem. Bibliografia ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro, LTC, 1978. AUSTIN, Erica Weintraub; CHEN, Yi-Chun Yvonnes; PINKLETON, Bruce E.; JOHNSON, Jessie Quintero. Benefits and Costs of Channel One in a Middle School Setting and the Role of Media-Literacy Training. In: PEDIATRICS, nº 117, p. 423 – 433, 2006. BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos Contos de Fadas. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1980. CASTRO, Lucia Rabello de (org.). Infância e Adolescência na Cultura do Consumo. Rio de Janeiro, Nau, 1999. ECO, Umberto. Apocalípticos e Integrados. São Paulo, Perspectiva, 1993. ELKIND, David. O Direito de Ser Criança: Problemas da Criança Apressada. São Paulo, Ed. Fundo Educativo Brasileiro, 1982. GOMES, Itânia. Ingenuidade e Recepção: As Relações da Criança com a TV. Salvador, sem data. In: http://www.facom.ufba.br/sentido/ingenuid.html GUARESCHI, Pedrinho A. (org.). Comunicação & Controle Social. Petrópolis, RJ, Vozes, 1991. LANZ, Rudolf. A Pedagogia Waldorf: caminho para um ensino mais humano. São Paulo, Ed. Antroposófica, 1979.
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LOUREIRO, Robson; FONTE, Sandra Soares Della. Indústria Cultural e educação em “Tempos Pós-Modernos”. Campinas, SP, Papirus, 2003. OROZCO, Guillermo. El niño como televidente no nace, se hace. In: CHARLES, Mercedes & OROZCO GÓMEZ, Guillermo. Educación para la recepción: hacia una lectura crítica de los medios, México, Trillas, 1990, 33-48. OROZCO, Guillermo. La investigación de la Recepción y La Educación para los medios: hacia una articulacion pedagogica de las mediaciones en el proceso comunicativo. Santiago do Chile, CENECA/UNESCO, 1991b (Comunicação apresentada no Seminário La Educación para los medios de cara al 2000). PACHECO, Elza Dias. Televisão, Criança e Imaginário: Contribuições para a Integração Escola – Universidade - Sociedade. São Paulo, ECA-USP, 1997. POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Rio de Janeiro, Graphia, 1999. ROMANELLI, Rosely Aparecida. Pedagogia Waldorf: Criatividade e teoria cognitiva referendadas pela visão acadêmica. Revista ANTHROPOS – SC, ano 2, nº 19, jun. 2000. SAMPAIO, Inês Silvia Vitorino. Televisão, Publicidade e Infância. São Paulo, Annablume, 2000. SETZER, Valdemar W. Meios Eletrônicos e Educação: Uma visão alternativa. São Paulo, Escrituras, 2005. SILVEIRA, Jacira Cabral da. Infância na Mídia: Sujeito, Discurso e Poderes. RS, PPGEDU – UFRGS, sem data. SOARES, Ismar de Oliveira. Educação para os meios nos Estados Unidos: 1970 – 2000. REVISTA FRONTEIRAS ESTUDOS MIDIÁTICOS. São Leopoldo – RS, v. 2, nº 1, p. 71 – 93, dez. 2000. VIGOTSKY, Lev Semenovich; LURIA, A. R.; LEONT‟EV, Aleksei Nikolaevich. Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo, Ícone, 1988.
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El niño-adulto y el adulto-niño: la Pedagogia Waldorf y la media literacy como perspectivas
Com uma leitura analítica, este trabalho pretende enriquecer a discussão a cerca do surgimento de uma nova fase no desenvolvimento humano, e que Postman chama de criança-adulto e adulto-criança, bem como o papel dos meios de comunicação. E, aprofundando-se, analisar a Pedagogia Waldorf e a media literacy como perspectivas diante desse processo.
Palavras-Chave: infância; Pedagogia Waldorf; media literacy
Resumen Con una lectura analítica, este trabajo tiene como objetivo enriquecer el debate acerca de la aparición de una nueva etapa en el desarrollo humano, que Postman llama niño-adulto y adulto-niño y el papel de los medios de comunicación. Y, además, examinar la Pedagogía Waldorf y la media literacy como perspectivas de este proceso. Palabras clave: infancia; Pedagogia Waldorf; media literacy
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Introdução A leitura de autores como Ariès e Postman nos remete a uma reflexão sobre o significado e os indicadores simbólicos do “ser criança” na atualidade. Por outro lado, nos remete também a uma necessidade de questionar a comunicação. Ao confrontar estes dois aspectos, criança e comunicação, encontramos duas visões antagônicas – mas ao mesmo tempo complementares – que buscam reverter o processo de adultização da infância. Uma delas é a pedagogia Waldorf. As escolas Waldorf, que representam na ciência antroposófica de Rudolf Steiner a ligação entre a prática social e a prática pedagógica de sua teoria, evidenciam a atualidade do seu pensamento. Ao analisar teoria e prática, descobrimos mais que a proposta de um novo caminho de cognição, mas um ensino baseado no desenvolvimento da criatividade, responsável pela formação de um ser humano harmônico - diante de uma sociedade cada vez mais mutável. E, para isso, umas das premissas da pedagogia Waldorf – e um dos objetos de estudo fundamentais deste trabalho – refere-se ao fato dela considerar importante que se evite ao máximo o contato da criança com os meios eletrônicos até a puberdade (ou 3º setênio, como veremos adiante). Pelo caminho oposto, a outra visão é a da media literacy. Neste estudo, analisamos como esta prática pedagógica é aplicada na sociedade americana e como ela pretende desenvolver nos alunos uma visão crítica perante os meios, possibilitando a apropriação dos mesmos para a produção de suas próprias mensagens. Criança-Adulto e Adulto-Criança Um dos principais engenheiros da noção moderna de infância foi o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau. Ainda no século XVIII, Rousseau já escrevia em seu clássico trabalho Emílio: “A infância tem seu próprio modo de ver, pensar e sentir, e nada é mais tolo do que tentar substituir o que é deles pelo que é nosso.” [ROUSSEAU, 1957 Apud ELKIND, 1981].
Para Philippe Ariès [1975], que situa sua obra, precursora do campo que ficou conhecido como história da infância, na chamada “história nova” - corrente que se dedica ao estudo do cotidiano e da mentalidade dos homens comuns - o sentimento de infância, tal como um estágio específico do desenvolvimento do ser humano, está
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ausente até o fim da Idade Média e vem aparecer diante de uma necessidade sócio-cultural. Neil Postman [1999], cujo trabalho é subseqüente ao de Ariès, defende a idéia de que a infância vem desaparecendo. Ele analisa o papel dos meios de comunicação no processo de socialização e, em particular, como, segundo ele, a prensa tipográfica criou a idéia de infância e como a mídia eletrônica a faz desaparecer. Para Postman, a idéia de infância é sustentada por um tripé: a educação, a vergonha, a capacidade de ler e escrever. Segundo ele, com a invenção da prensa tipográfica no século XV, que conseqüentemente viabilizou uma popularização da escrita, surgiu a necessidade de uma diferenciação entre aqueles que lêem e os que não lêem; surgiu a necessidade de uma instituição, além da família e da Igreja, responsável pela alfabetização; surgiu a necessidade de uma fase que precedia a leitura e a escrita, que precedia o acesso aos segredos da idade adulta: a infância. Postman, citando Arnheim, Heilbroner e Barthes, afirma posteriormente que a revolução midiática, com a fotografia, o cinema e finalmente a televisão, “contribuiu para uma mudança radical no estatuto da infância. Pois estão falando do aparecimento de um mundo simbólico que não pode sustentar as hierarquias sociais e intelectuais que tornam a infância possível.” [POSTMAN, 1999, p. 88] Detendo-se especificamente aos efeitos da TV, Postman afirma que ela destrói a linha divisória entre infância e idade adulta em três pontos, todos relacionados com sua acessibilidade indiferenciada: “primeiro, porque não requer treinamento para apreender sua forma; segundo porque não faz exigências complexas nem à mente nem ao comportamento; e terceiro porque não segrega seu público.” A televisão recria as condições de comunicação que existiam nos séculos XIV e XV. Este ambiente midiático fornece a todos, simultaneamente, a mesma informação, sendo “impossível reter quaisquer segredos. Sem segredos, evidentemente, não pode haver uma coisa como infância.” [POSTMAN, 1999, p. 94] Então, enquanto a infância não chega ao seu completo “desaparecimento”, autores defendem o surgimento de novas fases no desenvolvimento humano: a criança-adulto e o adulto-criança.
A criança-adulto é a criança forçada a assumir os adornos físicos, psicológicos e sociais do estado adulto antes de estar preparada. David Elkind [1981] usa a definição criança apressada, apressada tanto pelos pais que preferem acelerar o crescimento e
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amadurecimento dos seus filhos diante da cada vez mais difícil tarefa de educar, quanto pelo enfraquecimento da autoridade de adultos que perderam o controle sobre o ambiente informacional dos jovens. Postman defende ainda um novo estágio no desenvolvimento humano, o adulto-criança. Para ele, a sociedade caminha para a existência de três etapas da vida: num extremo, os recém-nascidos; no outro, os senis; no meio o adulto-criança. “O adulto-criança pode ser definido como um adulto cujas potencialidades intelectuais e emocionais não se realizaram e, sobretudo, não são significativamente diferentes daquelas associadas às crianças.” [POSTMAN, 1999, p. 133] Apesar de seu radicalismo, pode-se perceber que atualmente é difícil distinguir entre gosto adulto e gosto infanto-juvenil, seja no vestuário, na música, no entretenimento. Desta forma, à medida que a idéia de infância diminui, diminuem com ela seus indicadores simbólicos. O esconde-esconde já era praticado há mais de dois mil anos na grega Atenas. Hoje, o jogo está desaparecendo do repertório de brincadeiras. O que era chamado de jogo infantil, aquele jogado apenas por prazer, em qualquer espaço e com qualquer equipamento disponível, está cada vez mais raro. Essa diversão é substituída pela TV, internet, jogos eletrônicos quase sempre baseados em violência, também indicativos de um comportamento adulto. Isto porque se acredita que os anos de infância não podem ser esbanjados em atividades meramente de diversão. Ao contrário, devem ser aproveitados para o aperfeiçoamento de especializações e habilidades que são as mesmas dos adultos, como em aulas de judô, esportes, inglês, informática. Para Postman, à medida que os pressupostos tradicionais sobre a singularidade das crianças vão desaparecendo, desaparece também a idéia de brincar por brincar, e surge o brincar com algum propósito externo, seja para acelerar os estudos, seja por renome, dinheiro, condicionamento físico, ascensão social, orgulho nacional. O Papel dos Meios de Comunicação
O estudo Televisão, Criança e Imaginário: Contribuições para a Integração Escola - Universidade – Sociedade [1997], coordenado por Elza Dias Pacheco, tem como uma de suas conclusões finais que uma das causas das críticas feitas à televisão
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vem do conceito errôneo de comunicação, em que se ignora a individualidade do receptor e o processo simbólico de mediação que se estabelece. Por um momento esta afirmação desencorajou este trabalho, que se destina, fundamentalmente, a uma análise crítica dos efeitos dos meios de comunicação no ser infantil. Entretanto, justamente o que se pretende ressaltar é a individualidade deste receptor em desenvolvimento. Este estudo concorda que a criança é um ser histórico que recria a informação recebida segundo suas experiências. Mas não se pode ignorar como os meios de comunicação vêm substituindo relações interpessoais, sejam de aprendizagem, sejam de socialização. Portanto, ao substituir o meio, o emissor da mensagem, a própria mensagem e ignorar as especificidades do receptor, distorcem o processo comunicacional que, segundo Vygotsky [1988], é o fator de maior peso nas interações sociais que viabilizam as funções complexas do pensamento e o desenvolvimento infantil. De qualquer forma, parafraseando Umberto Eco [2001], apocalípticos e integrados concordam que a televisão é peça principal da casa, seja como simples pano de fundo para as atividades do dia-a-dia, seja como meio de entretenimento e informação, seja como “babá eletrônica”. Amparada na atualidade pela internet e pelos jogos eletrônicos, o fato é que, com a retirada das crianças dos espaços de interação social e cultural fora de casa, e isto devido a questões modernas como tempo e segurança - Castro [1999] usa o termo “condição urbana de enclausuramento doméstico” - o lazer central de seu cotidiano está no contato com meios eletrônicos. “Assim, impossibilitadas de fazer contato com o real, as crianças passam das atividades de criação para as atividades de recepção do produto cultural que lhes é oferecido como objeto acabado. É a cultura da substituição do real pelo simbólico...” [PACHECO, 1991 apud GOMES, sem data, p.07] Na Psicologia do Desenvolvimento, podemos citar novamente Vygotsky [1988], para quem o aprendizado é concebido como um processo de troca, e que ressalta a importância da experiência partilhada e do diálogo.
Para demonstrar a relevância das interações sociais no desenvolvimento cognitivo, Vygotsky usa o termo Zona de Desenvolvimento Proximal. Resumidamente, esta zona está entre a Zona de Desenvolvimento Real e a Zona de Desenvolvimento Potencial, e representa a distância entre o que a criança aprende espontaneamente e aquilo que ela realiza com ajuda do meio ou de outros, representa um processo interpessoal ou social que se transforma em um processo intrapessoal ou psíquico. Para exemplificar o conceito, usaremos mais uma vez o ato de brincar. Já foi citada a importância deste como indicador simbólico de infância, mas, aprofundando-se, para
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Vygotsky [1988] as interações possibilitadas pelo brinquedo promovem a interiorização do real e, como conseqüência, o desenvolvimento cognitivo. Ao brincar, a atuação do imaginário cria uma Zona de Desenvolvimento Proximal, uma vez que a criança reproduz regras e vivencia princípios que percebe da realidade; ela se projeta nas atividades adultas, imitando atitudes, valores e hábitos. Como, desta forma, a criança se comporta de um modo que não está de acordo com o habitual para sua idade, ela própria reconhece o ato como brincadeira ou “de mentira”. Entretanto, isto não pode ser usado para amenizar ou justificar o gosto infantil por jogos com uso de violência ou brinquedos que estimulem a erotização, por exemplo, uma vez que, como dito, a criança ao brincar está transportando para o psíquico suas percepções de mundo e sociedade. Complementando, segundo PACHECO [2000], o discurso publicitário oferecido ao público infantil obedece a dois eixos narrativos: o primeiro seria a vida passada, presente e prospecções de futuro; o segundo seria o próprio cotidiano da criança, no qual ela estabelece relações pessoais e sociais. Desta forma, como a criança imita e brinca com o que percebe de seu dia-a-dia, este discurso é, parcialmente (e aqui depende do quanto a mídia é para ela sua percepção de realidade social), responsável pela formação de seus valores normativos de comportamento, ou seja, exerce a autoridade adultocêntrica, através de categorias semânticas. Pesquisas empíricas têm questionado a idéia de um receptor passivo. Segundo Orozco [OROZCO, 1991b apud GOMES, sem data], foi medida a quantidade de esforço mental investido pelas crianças enquanto vêem televisão, demonstrando que este esforço se dá em três níveis: atenção-percepção, assimilação-compreensão e apropriação-significação, não necessariamente seqüenciais. O fato de que nenhum destes esforços cognitivos necessariamente tenha que seguir uma seqüência linear, implica que sua articulação não é por lógica, senão por associações, e por definição as associações são produzidas, supõem uma aprendizagem e portanto implicam uma atividade mental, ainda que pareçam automáticas. [OROZCO, 1990, p. 35 apud GOMES, sem data] O autor adiciona ainda que já se admite em estudos críticos recentes de recepção, que esta começa bem antes e acaba bem depois do momento em que se dá o contato direto com os meios; a recepção transcende e funde-se com as práticas cotidianas dos receptores, lugar em que os significados e sentidos são negociados e se realiza sua apropriação e resistência. [OROZCO, 1991b apud GOMES, sem data]
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Entretanto, Setzer [2005] cita pesquisas sobre efeitos neurofisiológicos da TV, usando o movimento dos olhos e o eletroencefalograma (Krugman, 1971, Emery&Emery, 1976, Walker, 1980), para embasar sua afirmação de que, em contato com esse meio de comunicação, a pessoa, normalmente em 30 segundos, entra em um estado de desatenção, de sonolência, de semi-hipnose, chamado inércia de atenção. Setzer cita ainda Jane Haley [1990], ao justificar esse estado mental como uma reação neurológica aos estímulos visuais exagerados e contínuos. “O piscar da imagem, o ambiente em penumbra e a passividade física do telespectador, especialmente seu olhar fixo, fazem com que o cenário seja semelhante a uma sessão de hipnose.” [SETZER, 2005] O autor adiciona ainda que, com ações inativas e pensamentos abafados, restam os sentimentos, explorados pelas emissoras como a forma para que o telespectador não passe “do estado de sonolência para o sono profundo” [SETZER, 2005]. Esse efeito justificaria ainda a constante mudança de imagens (zoom, mudança de câmera, superposição de imagens, aparecimento de palavras na tela, mudança não natural de voz), que ao lado da excitação necessária dos sentimentos fazem com que tudo que a TV transmita seja transformado em um show. De qualquer forma, retomando ao fato dos meios de comunicação não oferecerem restrição ao acesso às informações, percebem-se, então, crianças que recebem respostas para perguntas que seu imaginário ainda não questiona; crianças que passam a confiar e a respeitar regras e informações da pedagogia do mass media [CASTRO, 1999 apud SILVEIRA, sem data] mais do que a autoridade de instituições como a família e a escola. Outra conclusão do estudo de Elza D. Pacheco [1997] é “Não há uma relação de causa e efeito entre a violência das narrativas televisivas e os comportamentos anti-sociais e até sádicos de algumas crianças”. Não que seja trivial a questão se a violência retratada na mídia com tanta realidade induz à violência nas crianças ou não, mas talvez mais importante, em um primeiro momento, seja a discussão de até que ponto, quando exposta cedo demais a esse tipo de conhecimento, a criança perde a confiança no discernimento e autoridade adulta do que é certo e errado; graças à crença de que os adultos têm esta consciência maniqueísta, como diz Bruno Bettelheim [1980], as crianças podem desenvolver sentimentos positivos sobre si mesmas, o que lhes dá força para manter sua racionalidade que, por sua vez, irá sustentá-las na adversidade.
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Apesar disso, Bettelheim defende que as crianças não devem ser protegidas de todo e qualquer conhecimento da violência ou degeneração moral dos adultos. Para ele, é na transmissão desse tipo de conhecimento, o de revelar a existência do mal, sem traumas, que está o papel dos contos de fadas. Isso não quer dizer que o mal seja apresentado isento de atrações. Pelo contrário, como se pode perceber na casa feita de doces em João e Maria, na bela madrasta de Branca de Neve, no poder da fada má de Bela Adormecida. Isto porque, nos contos de fadas, a moralidade não está na punição do mal, que sempre perde, mas na busca da reflexão de que o crime não compensa, no herói que se torna mais atraente para a criança, a qual se identifica com ele e com suas lutas. A Pedagogia Waldorf No início do século XX, Rudolf Steiner, filósofo austríaco, cientista e artista, desenvolve uma pedagogia com base na antroposofia, ciência empírica – não religiosa - que se baseia em uma visão peculiar do Universo e do Homem. De acordo com a concepção antroposófica, o ser humano é um ser físico, anímico e espiritual, cuja educação não deve ter por objetivo apenas o ensinar, mas o de fazer com que ele cresça e complete sua maturação orgânica de forma equilibrada, favorecendo o desenvolvimento harmônico e sadio do querer, sentir e pensar. Segundo a Antroposofia, a vida humana não decorre de forma linear, mas em ciclos de aproximadamente sete anos – os setênios. Portanto, até os vinte e um anos – para Steiner, idade limite para o estudo da educação – a antroposofia considera que a criança passa por quatro nascimentos: - ao nascer - aos 07 anos (escolaridade) - aos 14 anos (puberdade) - aos 21 anos (maturidade) Vejamos abaixo características particulares de cada setênio. O Primeiro Setênio: Infância
Nos primeiros sete anos a criança está voltada para o seu pleno desenvolvimento orgânico e, desta forma, ela é entregue, principalmente, a seus processos vitais, como a alimentação, o metabolismo, o sono. É necessário que todos os sentidos sejam
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estimulados naturalmente, cuidando-se da naturalidade do som, da cor, dos materiais, da alimentação, do calor. O jardim de infância deve trazer a criança a um ambiente que seja uma extensão do lar. Esse cuidado dar-lhe-á o alicerce para o futuro, fortalecendo-lhe a vontade e o querer que se manifesta por meio das ações. De fato, toda criança pequena, em uma atividade sadia, é um ser de ação. Portanto, todo aprendizado deve dirigir-se primeiro a esta vontade / querer, depois ao sentimento para só então chegar ao intelecto, mediante a elaboração de conceitos. A permeabilidade da criança ao que se encontra ao redor dela é a principal característica do primeiro setênio. Nesse período, ela aprende por imitação. Em um primeiro momento, uma imitação inconsciente, mas que depois se torna mais consciente (a criança imita a mãe, brinca de vendedor, de médico, etc.). O Segundo Setênio – Juventude É a fase marcada pelo desenvolvimento intenso de qualidades como o sentimento, a fantasia, a emotividade. Com esta predominância do sentir, a visão que a criança tem do mundo não se baseia em seu conteúdo conceitual, mas pelo seu aspecto estético e pela configuração dos seus fenômenos. A criança quer imagens e, desta forma, qualquer matéria escolar deve-lhe ser apresentada primeiro sob a forma de imagens, de modo que trabalhe com os sentimentos da criança e apele para sua fantasia criadora. O princípio pedagógico do segundo setênio é a autoridade. Nesta fase, com a predominância do sentimento, a criança busca figuras ideais para adorar. Portanto, o educador deve ser respeitado como autoridade na base do amor e da admiração. “Se não tiver a sorte de ter pais e professores que saibam assumir essa função, o jovem, frustrado em seu íntimo, procurará seus ideais e autoridade nos filmes, nos „heróis‟ da TV ou em colegas um pouco mais velhos. (...) O jovem até os catorze anos é um idealista.” [LANZ, 1979] O segundo setênio culmina, então, com a puberdade, trazendo, além do amadurecimento físico, uma profunda transformação psíquica e mental. O Terceiro Setênio – Adolescência
O que era evitado fazer nos setênios anteriores, isto é, estimular uma consciência prática, torna-se agora primordial, em busca de uma harmonização do querer, do sentir e do pensar.
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Entretanto, o princípio pedagógico da autoridade, fundamental para o segundo setênio, deixa de ter valor; ao contrário, invocar qualquer autoridade sem possuir justificativa para isso provoca atitude de revolta. O terceiro setênio não se realiza sem lutas ou crises, sendo a turbulência da puberdade e dos anos seguintes um aspecto exterior dessas crises. Com a riqueza da vida sentimental do segundo setênio sendo dirigida de forma harmoniosa, na puberdade o erotismo é visto como a plenitude dos sentimentos entre duas individualidades. Para a antroposofia, em uma sociedade que, por motivos comerciais ou por outros, enfatiza o sexo e trata abertamente da questão “amor = sexo” ou “sexo = amor”, esta plenitude não existe e o erotismo assume uma importância doentia e anormal. A Pedagogia Waldorf – O Ensino para Vida Desenvolvimento cognitivo para Vygotsky [1988], alimento anímico para a pedagogia Waldorf. De qualquer forma, brincar é o conteúdo principal da vida pré-escolar. Brincar é coisa séria para a criança, pois, segundo Steiner, permite-lhe dar livre curso à fantasia e aos impulsos da imaginação. Portanto, o brinquedo deve ser um estímulo à fantasia, e não um produto acabado. A pedagogia Waldorf estimula o brincar com produtos confeccionados com produtos naturais, como madeira, algodão ou lã, muitas vezes feitos pelas próprias crianças. Nesta fase, como já dito, elas criam seu mundo de imitações, e os brinquedos devem contribuir a estas transformações imaginativas: blocos de madeira que possam ser carros ou casas, bonecas de pano, brinquedos que sejam movidos por elas, não elétricos. Por isso, brinquedos de plástico não são recomendados, considerados “imagem da produção em massa”. “Sempre digo que, uma vez, um amigo comprou o computador mais potente para o filho. Tirou da caixa e ele nem quis saber da máquina. Preferiu brincar com a caixa.” [SETZER, 2004] A questão dos meios de comunicação
A pedagogia Waldorf, como já dito, se propõe a formação de seres humanos que desenvolvam harmoniosamente tanto a vontade, o sentimento quanto o intelecto. Para tanto, prega o desenvolvimento da fantasia, da criatividade, dos sentidos e dos meios para o seu relacionamento com o mundo. Aliás, segundo a antroposofia, o jovem terá
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uma vivência tanto mais intensa e mais rica do mundo quanto mais agudos os seus sentidos, quanto maior a sua capacidade de observar. Desta forma, um meio de comunicação que ao invés de trazer o mundo real traz uma imagem de mentira, em uma luz irreal, dentro de um espaço falso, com pseudomovimentos, com um som irreal, e tudo em um tempo igualmente falso não cabe nesta pedagogia. No caso da TV, a exposição a um número excessivo de imagens que se sucedem com demasiada rapidez faz com que a criança, incapaz de assimilá-las, passe a sofrer de “indigestão sensorial e mental”, de um “embrutecimento dos sentidos e das faculdades perceptivas”, o que leva a uma “atrofia da criatividade, o aumento da passividade, além de um alheamento crescente”. [LANZ, 1979, p. 133, 134] Recentemente foi veiculado um comercial da marca de antenas parabólicas Century, no qual um renomado ator de telenovelas emprestou sua credibilidade na defesa de que a televisão leva a todos conhecimentos e imagens que não poderiam adquirir de outra forma (“Century, o Brasil se liga aqui”). Entretanto, segundo a visão de desenvolvimento infantil da pedagogia Waldorf, a televisão não assume esse caráter social. Pelo contrário, a televisão aliena a criança; ao invés de dar e receber constantemente, em um intercâmbio de ações e reações, de impressões e de atos, ela tem um mundo pronto e ilusório que fica, contraditoriamente, longe dela. A criança vê um espetáculo, mas não participa dele. Como também já visto, ela é um ser que imita e que aprende através de imitações. No primeiro setênio, ela é indefesa contra a penetração do mundo que os meios de comunicação transmitem. No segundo setênio, o problema não diminui, pois nesta fase as crianças têm a tendência de identificar-se, principalmente pelos sentimentos, com aquilo que se passa em seu ambiente, na busca inconsciente da formação de seus valores éticos, intelectuais, sociais. Não possuindo consciência o bastante para fazer escolhas, elas veneram e imitam esse mundo com o qual desejam identificar-se. E neste sentido podem-se incluir inúmeras justificativas de por que a antroposofia é contra os meios de comunicação, especialmente a TV, como o culto ao erotismo e à agressividade. [LANZ, 1979]
Por este e outros motivos a pedagogia Waldorf defende que, pelo menos até o fim do segundo setênio, “os pais responsáveis deveriam, por todos os meios, conseguir que as crianças não assistam TV.” [LANZ, 1979, p. 138]. Mas, como ressalta, não apenas proibir a televisão, mas substituí-la. A criança que não assiste televisão não fica alheada; mesmo sem ela, o mundo chega à criança com intensidade. A antroposofia
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questiona se é realmente necessário esse impacto constante de informações, se não seria melhor preparar as crianças de uma maneira que possam enfrentar o mundo, e quiçá fazê-lo melhor, em lugar de permitir que o mundo os forme. As experiências em escolas Waldorf têm demonstrado que, ao invés de ficarem alheadas, as crianças passam a se interessar mais por leitura de livros e jornais, meios de transmissão de informação que exigem uma maior atividade delas, estimulando a imaginação e a criatividade. A TV, os vídeos, o computador, fazem com que os pais abdiquem da sua tarefa de educadores. “Elas ficam silenciosas, não atrapalham, e deixam o tempo livre para os pais fazerem outra coisa. Isto gera, neles, certo comodismo (...)” [LANZ, 1979]. A antroposofia considera que essa mudança de atitude implica em uma tomada de consciência e em um grande esforço. Mas questiona: “quem poderá esperar que a educação dos filhos não exija certo esforço?” É necessário esclarecer, entretanto, que a pedagogia Waldorf não é contra a tecnologia e ao seu uso. Pelo contrário, defendem que as matérias científicas e humanas têm o mesmo peso, por isso o conhecimento e a compreensão das tecnologias são essenciais para o homem. E a informática está inserida nesse processo. Desta forma, a partir do terceiro setênio, são incluídas aulas de informática em seu currículo. Entretanto, mais do que ensinar a utilizar os comandos do computador, as aulas pretendem transmitir seus elementos básicos e tornar transparentes os princípios do seu funcionamento. A media literacy
O já citado estudo de Elza Dias Pacheco [1997] tem como outra de suas conclusões “A TV comercial pode e deve ser utilizada como meio didático já que através dela a criança recebe muita informação”. Mais do que isso, conclui que a influência dos meios de comunicação dependerá da forma como estes são utilizados; portanto, deve ser ensinada às crianças uma espécie de leitura crítica, levando-as a avaliar a fidedignidade e veracidade da informação, decodificando-a a partir das experiências e necessidades especiais.
Nos Estados Unidos, onde a Indústria da Comunicação movimenta mais de 700 bilhões de dólares por ano (só na área de publicidade circulam cerca de 160 bilhões anuais) [TRIANO, 1997 apud SOARES, 2000], essa “leitura crítica” de que fala Pacheco é chamada de media literacy. Projetos voltados para a educação para os meios
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são parte do currículo de escolas americanas desde a década de 70, época em que receberam grande investimento do governo. Nos anos 90, com a popularização do vídeo e da Internet, a media literacy como prática educativa ganha nova força, já sob um paradigma mais aberto a explorações, análises e produções de mensagens pelos próprios estudantes. Agora, apesar de abordagens mais ou menos distintas por cada estado americano, resumidamente, a media literacy segue alguns princípios e objetivos: que os alunos reconheçam o poder de influência dos meios; que os alunos descubram como a apresentação da informação pelos meios depende dos fatores sociopolíticos em que os fatos se dão; identifiquem os efeitos da violência transmitidos pelos meios e reconheçam as tentativas de manipulação e os estereótipos com que os veículos de comunicação trabalham; tirem conclusões a respeito da relação de causa-efeito entre a ação dos meios e a resposta dos usuários; que os alunos sejam capazes de tomar conta de sua própria relação com os meios; que os alunos se tornem membros bem-informados e ativos de sua própria comunidade; sejam capazes de pensar de forma crítica, criativa e reflexiva; que os alunos sejam capazes de usar os recursos da comunicação, produzindo suas próprias mensagens. Entretanto, o grande obstáculo à concretização dos objetivos da media literacy está na deficiência ou quase inexistente formação de educadores para lidar com o assunto [KUBEY & BAKER, 1999 apud SOARES, 2000]. Isso porque se faz necessário, para Soares, um educador capaz de enxergar a media literacy sob uma perspectiva multidisciplinar; deixar de considerá-lo como um campo de defesa contra os meios de comunicação para converter-se em campo de construção e uso dos próprios meios. Todas as disciplinas devem repensar seus conteúdos e metodologias, com também as formas de relacionamento entre as pessoas envolvidas no espaço escolar, uma vez que o que está em discussão é, fundamentalmente, o processo de comunicação. O Channel One
Um exemplo das aplicações da media literacy pode ser observado no Channel One. Channel One é um projeto voltado a oferecer, via satélite, um noticiário diário comentado, em um programa financeiramente sustentado por comerciais, na razão de dois minutos de anúncios publicitários para cada dez minutos de informação. Atualmente, o programa é apresentado em 350.000 salas-de-aula norte-americanas, chegando a abranger mais de 25% das suas escolas. O Channel One é voltado aos
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adolescentes e, em seu lançamento em 1990, pretendia atingir um público vinte vezes maior que o da MTV. Apesar de tamanha abrangência, o programa recebe muitas críticas, principalmente quanto ao fato de interesses mercadológicos estarem inseridos em um produto explicitamente educacional. Além disso, segundo um artigo publicado no jornal Pediatrics [2006], o Channel One leva informações a um “captive audience”, ou seja, a um público que entra em contato com a publicidade de produtos porque é obrigado (no caso pelo sistema de ensino) e não porque, necessariamente, tem interesse. O que é preocupante nisso é, por exemplo, como aponta o mesmo estudo, o fato de nos três meses de pesquisa os estudantes terem adquirido, em média 2,5 itens de um total de 11 listados e anunciados no programa; 30% deles, ao ver os anúncios, quiseram comprar os produtos e 20% disseram que realmente o fizeram. Mesmo o principal argumento dos defensores do Channel One, o fato de o programa aumentar o conhecimento e o interesse dos alunos quanto a assuntos da atualidade, foi apontado pela pesquisa como gerador de pequenos efeitos positivos. Entretanto, o Channel One quando associado à inserção no currículo escolar de programas de media literacy, seus benefícios potenciais são ampliados, uma vez que constatou-se um aumento na memorização do conteúdo programático, além de um maior ceticismo em relação ao que foi apresentado pelo meio de comunicação, principalmente em relação a propaganda de álcool e tabaco. O que está em jogo é um projeto de educação que se preocupe com a formação das jovens gerações colocando-as em confronto com o sistema de meios enquanto produtores de cultura, levando os próprios educandos a interagir como sujeitos, a partir de objetivos condizentes com sua condição não apenas de consumidores dos meios, mas principalmente de autores de sua própria história. [SOARES, 2000, p. 84] Considerações Finais Após completa essa análise sobre meios de comunicação e adultização da infância, algumas considerações precisam ser feitas.
No início, quando foi decidido que seriam objetos de estudo a pedagogia Waldorf e a media literacy, esperou-se analisar duas visões antagônicas a cerca dos efeitos da mídia na infância. Ora, uma visão defende que a criança só está preparada cognitivamente para o acesso a meios eletrônicos após a puberdade, enquanto a outra defende sua inserção e análise na sala de aula. Procurou-se esclarecer que a pedagogia
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Waldorf não é contra os meios de comunicação, sendo que ela própria oferece aulas de informática e os utiliza para enriquecer as aulas – no ensino médio. A media literacy representa, mais que o uso de recursos audiovisuais na sala de aula, uma preocupação em relação ao que a criança e o adolescente absorvem da mídia e, por isso, oferece o estímulo à análise crítica e à apropriação dos meios para a construção de suas próprias mensagens. A Pedagogia Waldorf considera que essa “leitura crítica”, essa capacidade de “avaliar a fidedignidade e veracidade da informação” são justamente atitudes não infantis; e que a TV não pode ser considerada realmente educativa, uma vez que a educação é contextual, lenta e interativa [Setzer, 2005]. Mas, e depois dos catorze anos? Portanto, a sensação que fica é de complementaridade. Ao criticar e por vezes ter a coragem de negar a comunicação não significa ser contra ou querer destruí-la. Pelo contrário, como a interação com os meios de comunicação estará presente, de uma maneira ou de outra, na vida e no desenvolvimento dos indivíduos, apenas desejam transformá-la, colocando-a a serviço do que realmente beneficia o homem. Bibliografia ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro, LTC, 1978. AUSTIN, Erica Weintraub; CHEN, Yi-Chun Yvonnes; PINKLETON, Bruce E.; JOHNSON, Jessie Quintero. Benefits and Costs of Channel One in a Middle School Setting and the Role of Media-Literacy Training. In: PEDIATRICS, nº 117, p. 423 – 433, 2006. BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos Contos de Fadas. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1980. CASTRO, Lucia Rabello de (org.). Infância e Adolescência na Cultura do Consumo. Rio de Janeiro, Nau, 1999. ECO, Umberto. Apocalípticos e Integrados. São Paulo, Perspectiva, 1993. ELKIND, David. O Direito de Ser Criança: Problemas da Criança Apressada. São Paulo, Ed. Fundo Educativo Brasileiro, 1982. GOMES, Itânia. Ingenuidade e Recepção: As Relações da Criança com a TV. Salvador, sem data. In: http://www.facom.ufba.br/sentido/ingenuid.html GUARESCHI, Pedrinho A. (org.). Comunicação & Controle Social. Petrópolis, RJ, Vozes, 1991. LANZ, Rudolf. A Pedagogia Waldorf: caminho para um ensino mais humano. São Paulo, Ed. Antroposófica, 1979.
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